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sábado, 27 de outubro de 2012

Alunos fazem prova com guarda-chuva em escola do Maranhão e professora que divulgou fotos é demitida

Matéria do G1, enxugada


A divulgação em redes sociais de fotos que mostram alunos fazendo prova embaixo de guarda-chuvas causou a demissão de uma professora do ensino municipal de Imperatriz (MA). As imagens causaram impacto e o caso ganhou repercussão na cidade. O secretário municipal de Educação, Zeziel Ribeiro da Silva, disse que a medida foi tomada porque a professora procedeu de forma errada. A reportagem foi sugerida por um internauta através do VC no G1.

Uiliene Araújo Santa Rosa, de 24 anos, foi afastada e teve seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz encerrado nesta sexta-feira (26), após a publicação das fotos que mostravam uma sala de aula do Colégio Municipalizado Guilherme Dourado. Nas imagens é possível ver os alunos se protegendo com guarda-chuvas, além do chão da sala de aula alagado e buracos no telhado da instituição. De acordo com a professora, a intenção ao publicar as imagens era chamar a atenção para os problemas da rede municipal. “Não identifiquei o nome do colégio ou de qualquer funcionário da instituição, mas publiquei as fotos em meu perfil pessoal, pois acredito que não se deve ficar de braços cruzados diante de uma situação assim”, falou ao G1.

Após a publicação das fotos, Uiliene conta que percebeu que os colegas a tratavam de forma diferente. “Quando voltamos do feriado, percebi que os funcionários me olhavam de uma forma diferente e já não falavam comigo. Era por causa das fotos. Então começaram a boicotar minhas aulas. Não liberavam data-show ou televisão para que eu trouxesse material para os meus alunos, coisa que faziam para os outros professores”, afirmou ela.

Na mesma semana em que as imagens foram divulgadas, a professora conta que a Secretaria de Educação providenciou reparos imediatos no telhado da escola. No dia 25 deste mês, no entanto, Uiliene foi afastada de seu cargo na unidade Guilherme Dourado e na sexta-feira (26), a professora recebeu um comunicado que anunciava o encerramento de seu contrato com a Prefeitura Municipal de Imperatriz por atos de conduta incabível.

“Fui punida pela publicação das fotos e isso não é justo. É o tipo de coisa que acontecia na época da ditadura, mas estamos em uma democracia, não é? Ela [a diretora] não está agindo como uma gestora. Está tratando a escola como propriedade privada, mas a escola é de propriedade pública, é do município. Acredito na liberdade de expressão e em formar alunos com uma visão crítica, que não se conformem com as coisas do jeito que elas estão. Cresci vendo meu pai e meus professores reivindicando os direitos de educação e aprendi a dar valor a ela, então não poderia ficar de braços cruzados frente a essa situação”, relatou a professora.

Uiliene, que se formou no ano passado, começará a dar aulas no ensino superior, mas não pretende abandonar a luta pela valorização da educação fundamental. “Passarei a dar aula para o ensino superior, mas já dei aulas em várias escolas municipais desde a época da faculdade e sei o estado delas. Tenho um filho pequeno e fico pensando, será em um colégio como esse que ele terá que estudar?”, pergunta a jovem.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Comparar Getúlio Vargas a Lula é um insulto à memória do Presidente suicida.

Do Blog do Simão Pessoa
Augusto Nunes
Uma nota oficial encomendada por Lula, redigida por Rui Falcão e subscrita por seis presidentes de partidos governistas comunicou à nação ─ no meio do palavrório que enfileira falsidades, safadezas e vigarices ─ que está em curso uma trama política semelhante à que resultou no suicídio de Getúlio Vargas.

Conversa fiada, resumiu o comentário de 1 minuto para o site de VEJA.

Só um ajuntamento de palermas, oportunistas e casos de polícia conseguiria vislumbrar conspiradores em ação nos três partidos oposicionistas mais dóceis da história.

Só um bando de cretinos fundamentais ousaria confundir Aécio Neves com Carlos Lacerda, Geraldo Alckmin com Afonso Arinos ou tucanos em sossego no poleiro com militares sublevados nos quartéis.

E apenas sócios remidos do clube dos cafajestes se atreveriam a comparar Luiz Inácio Lula da Silva a Getúlio Dornelles Vargas.

Coerentes com a folha corrida de cada um, os signatários do besteirol fuzilaram sem clemência, e sem vestígios de rubor na face, a memória do gaúcho que governou o Brasil por quase 20 anos.

“Querem fazer comigo o que fizeram com Getúlio Vargas”, recita o palanque ambulante sempre que se mete em enrascadas de grosso calibre.

“Assim foi em 1954, quando inventaram um ‘mar de lama’ para derrubar o presidente Vargas”, reincidiram nesta quinta-feira os carrascos da verdade escalados para o espetáculo da vassalagem.

Alguém precisa contar-lhes aos gritos que foi o próprio Getúlio quem usou pela primeira vez a expressão “mar de lama”.

Alguém precisa ordenar-lhes aos berros que parem de estuprar os fatos para fabricar mentiras eleitoreiras.

Na versão malandra do PT e seus parceiros alugados, a procissão de escândalos que afronta os brasileiros honestos desde a descoberta do mensalão não passa de invencionice dos netos da UDN golpista, que se valem de estandartes moralistas para impedir que outro pai dos pobres se mantenha no poder.

Se a oposição não sofresse de afasia medrosa, a confraria dos 171 já teria aprendido que não há qualquer parentesco entre os dois Brasis.

E não se animaria a inventar semelhanças entre figuras antagônicas.
Em agosto de 1954, Getúlio Vargas era sistematicamente hostilizado por adversários que negavam até cumprimentos protocolares ao ex-ditador que voltara ao poder pela rota das urnas.

Não há uma única foto do presidente ao lado de Carlos Lacerda.

Passados quase 60 anos, Lula e Dilma lidam com adversários que fizeram a opção preferencial pela covardia e inventaram a oposição a favor.

Muitos merecem cadeiras cativas na Irmandade dos Amigos do Cara, dirigida por velhas abjeções que Lula combateu até descobrir que todos nasceram uns para os outros.

Há 58 anos, surpreendido por delinquências praticadas às suas costas, acuado pela feroz oposição parlamentar, sitiado por ódios decorrentes dos horrores do Estado Novo, desafiado por oficiais rebeldes, traído por comandantes militares, abalado pela deserção dos aliados, Getúlio preferiu a morte à capitulação humilhante.

No Ano 10 da Era da Mediocridade, o Grande Pastor do rebanho lulopetista só é ameaçado pelo Código Penal, por um STF disposto a cumprir a lei e pela incapacidade de aceitar imposições do destino.

Neste começo de primavera, o que se vê é um populista que se nega a encarar a aproximação do inverno.

Os truques do animador de comício não surpreendem mais ninguém.

Tornaram-se enfadonhos. 

Lula é uma caricatura de si próprio.

É uma lenda precocemente no ocaso.

Daqui a algum tempo, será um asterisco nos livros de história que nunca leu.

Getúlio perdeu a disposição de resistir ao constatar que, sem saber, convivera com criminosos.

Na última reunião do ministério, foi defendido por figuras como Oswaldo Aranha e Tancredo Neves.

Lula defendeu a permanência de Antonio Palocci e José Dirceu no primeiro escalão infestado de corruptos.

E tenta o tempo todo livrar da cadeia bandidos de estimação para mantê-los a seu lado.

Depois de tentar inutilmente adiar o julgamento do mensalão, faz o que pode para pressionar ministros que nomeou, desqualificar a Justiça e impedir a consumação do castigo.

Há uma semana, o protetor de pecadores foi empurrado para o meio do pântano pelas revelações de Marcos Valério divulgadas por VEJA.

Em vez de rebater as acusações e interpelar judicialmente o acusador, o mais loquaz dos palanqueiros emudeceu.

Entre amigos, gasta a voz debilitada em insultos a ministros do Supremo, mensaleiros trapalhões ou advogados ineptos ─ e promete, de meia em meia hora, vinganças tremendas.

Em público, pede votos para candidatos amigos e calunia concorrentes.

O suicídio de Vargas, reiterei há um ano, foi um ato de coragem protagonizado pelo político que errou muito e cometeu pecados graves, mas nunca transigiu com roubalheiras, nunca barganhou com assaltantes de cofres públicos nem foi coiteiro de ladrões.

Lula fez da corrupção endêmica um estilo de governo e um instrumento de poder.

O tiro disparado na manhã de 24 de agosto de 1954 atingiu o coração de um homem honrado.

Um saiu da vida para entrar na história.

Outro ficará na história como quem caiu na vida.

Getúlio matou-se por ter vergonha na cara.
 
Lula morrerá sem saber o que é isso.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ditadura Militar massacrou indígenas

Do Blog Urubuí

Provavelmente Egydio Schwade é um dos indigenistas vivos que mais podem contribuir com a Comissão Nacional da Verdade para esclarecer crimes praticados pelo Exército brasileiro, a mando do governo militar, contra os indígenas durante a última ditadura civil-militar (1964 – 1984). Atualmente com 76 anos, Egydio foi o primeiro secretário-executivo do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e trabalhou com a alfabetização dos Waimiri-Atroari (ou Kiña, como eles se autodenominam) em 1985, quando passou a morar com a família na aldeia deste povo na floresta
Amazônica. A partir dessa atividade, tomou contato com uma realidade na sua maior parte ainda desconhecida pelos brasileiros e não titubeia ao afirmar que pelo menos 2 mil indígenas dos Waimiri-Atroari de todas as idades estão desaparecidos. “São histórias de violência que precisam ser esclarecidas”, defende o ex-missionário.
Os Waimiri-Atroari constituíam suas aldeias em trajeto semelhante ao escolhido para a obra BR 174, a estrada que liga Manaus à Boa Vista, conhecida também como Manaus–Caracaraí, construída entre 1967 a 1977. Embasada em discurso desenvolvimentista dos estados da Amazonas e Roraima e do governo brasileiro, posteriormente a estrada facilitaria a instalação da hidrelétrica de Balbina e de projetos de mineração. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, em 21 de janeiro de 1975, o Coronel Arruda, comandante do 6º Batalhão de Engenharia e Construção, responsável pela construção da BR-174, deu o tom da ação: “A estrada é irreversível como é a integração da Amazônia no país. A estrada é importante e terá que ser construída custe o que custar. Não vamos mudar o seu traçado, que seria oneroso para o Batalhão, apenas para pacificarmos primeiro os índios”.
Em 1968, a expedição do Padre Calleri, a pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai), constatou que aproximadamente 3 mil pessoas da etnia viviam na região. Quatro anos depois, o número foi confirmado por nova pesquisa da Funai. Em 1982, entretanto, um estudo do antropólogo e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), Stephen Beines, verificou-se uma redução drástica dessa população, contabilizando apenas 332 Waimiri-Atroari. O que aconteceu com essa população? Egydio tenta responder.
Ele explica que era por meio de desenhos, da língua nativa Kiñayara e depois em português que os remanescentes denunciavam a dizimação de aldeias inteiras com armas de fogo e químicas. Crianças desenhavam aviões sobrevoando as aldeias. Indígenas contavam histórias de um líquido pegajoso e incendiário, provavelmente napalm, atirado contra os nativos. Histórias de tiros, dinamites, granadas também foram relatadas. “São diversas histórias e a mais chocante fala sobre a morte em massa. Uma aldeia estava em festa e nessas ocasiões praticamente todo o povo se movimenta. Tudo indica que foi no final de setembro de 1974, quando de repente, um pouco depois do meio dia, um helicóptero do Exército jogou um pó sobre as pessoas que as deixaram todas mortas. Só uma pessoa não morreu. E foi como se não tivesse acontecido nada no Brasil”, destaca.
Outro fato que chocou bastante o missionário foi a morte do pai de um de seus alunos. “Eles queriam fazer uma visita aos militares, um contato amistoso, para colocar os problemas da aldeia e eles foram recebidos à bala. O pai dele recebeu um tiro que passou pela boca, quebrando os dentes”, afirma. “Muitos dos nossos alunos eram oriundos de cinco aldeias que sumiram. Eles contam que o povo ficou muito revoltado, em consequência disso provavelmente ocorreram dois massacres contra funcionários da Funai”, relembra.
Além de um obstáculo ao desenvolvimento, os Waimiri-Atroari chegaram a ser associados à guerrilha. Um panfleto da Operação Atroaris, anti-guerrilha, escrito em versos, dizia: “Estais cercado, teus momentos estão contados; vê na operação esboçada que o teu fi m está próximo”. O folheto pedia ainda redenção do “irmão” e, como recompensa, garantia que a Operação lhes deixaria com vida.

Como atuou a Funai 

De acordo com o ex-missionário, a missão da Funai era remover obstáculos. “E os obstáculos eram os índios. Depois explicavam para a opinião pública que estavam tentando proteger os indígenas, o que não ocorria”, defende. Segundo ele, a Fundação também auxiliava o governo que buscava manter longe dos Waimiri-Atroari jornalistas, pesquisadores e o movimento popular. A Funai foi procurada pela reportagem para que pudesse falar sobre os crimes cometidos contra os indígenas por suposta omissão ou autoria do Estado, mas até o fechamento desta edição não havia respondido.
Funcionários ligados ao órgão que denunciaram os abusos cometidos contra os Waimiri-Atroari na década de 1970 foram demitidos como são os casos de Milton Lloli e Apoena Meirelles. Este último, em entrevista ao jornal Opinião, veiculado no dia 17 de janeiro de 1975, chegou associar a etnia a indígenas traiçoeiros, mas ponderou: “Mas a estória é outra, e chegamos mesmo a mentir à opinião pública nacional, não contando a verdade dos fatos que levam esses índios a trucidar as expedições pacificadoras... é a estrada que corta a sua reserva, proliferando o ódio e a sede de vingança contra o branco invasor, foram os assassinatos praticados pelos funcionários da Funai durante os dois últimos conflitos”.
E continua: “Hoje em dia vamos em missão de paz, de amizade com os índios, mas na verdade estamos é trabalhando como pontas de lança das grandes empresas e dos grupos econômicos que vão se instalar na área. Para o índio fica difícil acreditar em missão de paz se atrás de você vem um potencial de destruição ecológica”.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Blog do Comitê da Verdade do Amazonas


Segunda tive o prazer de participar de uma das reuniões do Comitê da Verdade do Amazonas, que busca ser uma sucursal da Comissão Nacional da Verdade em nosso estado.

Pesquisando na internet, encontrei o blog do Comitê, e divulgo a vocês:


espero que todos possam estar acompanhando sempre, afinal, um povo que não reconhece seu passado tem um futuro incerto, e mais do que reconhecer é necessário pesquisar e punir os responsáveis pelos crimes ocorridos durante a ditadura militar, para isso precisamos mobilizar toda a sociedade, enfim, é isso.