Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de setembro de 2012

Ponta Negra ficou imunda no feriadão


Quilos e mais quilos de lixo, foi o que sobrou do feriadão na praia da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus.

As fotos foram tiradas na manhã do dia 09, último dia do feriado.


É triste que um patrimônio do manauara que custou milhões de reais seja tão pouco valorizado por boa parte dos banhistas que vão ao local. Ao passar por lá por várias vezes ouvi "nossa! Como a praia está suja!". A sujeira na praia afasta os turistas, suja a água, que já não é tão limpa, e polui o ambiente... lamentável.

sábado, 12 de maio de 2012

Alerta no alto Rio Negro: mineradores existem, e estão bem ativos.

          Estou em São Gabriel da Cachoeira há pouco menos de 3 meses, servindo o meu país no Exército Brasileiro.
          Como soldado de infantaria, procuro sempre obedecer à hierarquia e à disciplina impostas pelo exército, mas como político e cidadão, tenho que alertar quanto a algumas situações.


        O mapa acima mostra parte das riquezas escondidas no subsolo amazônico, dentro de terras indígenas principalmente na região conhecida como "cabeça do cachorro", no alto rio negro (no mapa acima é onde está escrito "seis lagos"), mas quem trabalha e mora na região sabe que ainda há muito mais riquezas do que mostrado.
      A facilidade de se obter metais valiosos entre eles o ouro, é um atrativo e tanto para visitantes do mundo todo, a grama do ouro, facilmente obtida, custa caro, e acaba sendo muitas vezes a única saída para as populações nativas obter recursos de subsistência.
Por diversas vezes o exército já flagrou a atividade de garimpos, principalmente na região do "pescoço" da cabeça do cachorro, onde existem grande quantidade de diamantes e ouro aflorados. 
       O que me assusta, é um fato ocorrido no último dia 10 de Maio, em um fórum promovido por diversas entidades para debater a exploração desses recursos em terras indígenas.


      Várias placas com o nome de várias etnias foram espalhadas pela cidade, etnias como: Baré, Yanomami, Tukano, Werekna, Wanana, além de entidades como Ass. Prof dos Geólogos do Amazonas e outras associações demonstrando apoio a essas práticas, isso mostrou que o garimpo existe, está organizado e bem forte, e é capaz de financiar campanhas e associações...
         Bem, não é necessário avisar dos riscos ambientais de práticas como o garimpo em terras amazônicas, riscos que vão desde o desmatamento até as subcondições de vida humana, e a invasão de terras indígenas.
        Tem sido promovida uma falsa ideia de que está tudo bem, de que não há riscos a amazônia, é mentira, e que ninguém se engane.

por Danilo Santos.