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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Hoje é o Dia da Amazônia: Vanessa Grazziotin, Sabino Castelo Branco, Henrique Oliveira e Pauderney Avelino receberam cartão vermelho

Do WWF Brasil


Com sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas, a Amazônia é hoje um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade.
Este domínio biogeográfico ocupa 60% do território brasileiro e possui uma área que abrange oito países e um território da América do Sul (Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Bovialí, Guiana, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa). Estima-se que no Brasil 30 milhões de pessoas vivem na Amazônia.

Embora tenha uma importância ambiental incalculável para o planeta – como lar de uma infinidade de espécies animais, vegetais e arbóreas conhecidas e desconhecidas; como regulador no equilíbrio climático global; e como fonte de matérias primas alimentares, florestais, medicinais e minerais -, a Amazônia é ameaçada por inúmeras atividades predatórias, como a extração de madeira, a mineração, obras de infra-estrutura e a conversão da floresta em áreas para pasto e agricultura.


Opinião

Recentemente, a lei que protegia nossos rios e florestas, o Código Florestal, foi totalmente desfigurada por uma das alas mais retrógradas do Congresso Nacional, a bancada ruralista. O objetivo – alcançado – foi desobrigar a recuperação das florestas ilegalmente derrubadas e facilitar novos desmatamentos. Pela nova lei, rios e nascentes terão muito menos proteção justamente nas regiões do país onde mais falta água. Cada vez mais morros desabarão a cada chuva, pois a obrigatoriedade de recuperar as florestas que os protegiam desapareceu.

A imagem é do site florestafazdiferença.org.br. e aponta os candidatos espalhados pelo Brasil que votaram a favor do Novo Código florestal em todas (cartão vermelho) ou em pelo menos uma das votações (cartão amarelo) no plenário da Câmara. Uma justa homenagem para a amazônia seria o não voto nesses cidadãos

sábado, 12 de maio de 2012

Alerta no alto Rio Negro: mineradores existem, e estão bem ativos.

          Estou em São Gabriel da Cachoeira há pouco menos de 3 meses, servindo o meu país no Exército Brasileiro.
          Como soldado de infantaria, procuro sempre obedecer à hierarquia e à disciplina impostas pelo exército, mas como político e cidadão, tenho que alertar quanto a algumas situações.


        O mapa acima mostra parte das riquezas escondidas no subsolo amazônico, dentro de terras indígenas principalmente na região conhecida como "cabeça do cachorro", no alto rio negro (no mapa acima é onde está escrito "seis lagos"), mas quem trabalha e mora na região sabe que ainda há muito mais riquezas do que mostrado.
      A facilidade de se obter metais valiosos entre eles o ouro, é um atrativo e tanto para visitantes do mundo todo, a grama do ouro, facilmente obtida, custa caro, e acaba sendo muitas vezes a única saída para as populações nativas obter recursos de subsistência.
Por diversas vezes o exército já flagrou a atividade de garimpos, principalmente na região do "pescoço" da cabeça do cachorro, onde existem grande quantidade de diamantes e ouro aflorados. 
       O que me assusta, é um fato ocorrido no último dia 10 de Maio, em um fórum promovido por diversas entidades para debater a exploração desses recursos em terras indígenas.


      Várias placas com o nome de várias etnias foram espalhadas pela cidade, etnias como: Baré, Yanomami, Tukano, Werekna, Wanana, além de entidades como Ass. Prof dos Geólogos do Amazonas e outras associações demonstrando apoio a essas práticas, isso mostrou que o garimpo existe, está organizado e bem forte, e é capaz de financiar campanhas e associações...
         Bem, não é necessário avisar dos riscos ambientais de práticas como o garimpo em terras amazônicas, riscos que vão desde o desmatamento até as subcondições de vida humana, e a invasão de terras indígenas.
        Tem sido promovida uma falsa ideia de que está tudo bem, de que não há riscos a amazônia, é mentira, e que ninguém se engane.

por Danilo Santos.