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sábado, 22 de setembro de 2012

Coordenador de campanha de Arthur é assassinado no Jorge Teixeira


Um dos coordenadores da campanha do candidato Artur Neto na Zona Leste, Aldemir Queiróz Feitoza, 45, foi assassinado há pouco, por volta das 19 horas, por um pistoleiro que ocupava uma motocicleta e estava de capacete. Feitoza como era mais conhecido foi assassinado enquanto assistia uma partida de futebol, próximo ao campo do CCA, no Jorge Teixeira, foi socorrido e levado ao Hospital Platão Araújo mas já chegou lá sem vida, os tiros atingiram a cabeça e o tórax do coordenador. Feitoza era um quadro político de primeira grandeza. Foi ele que reuniu as principais associações de moradores em torno da candidatura de Artur Neto.

Ontem, a esposa de Arthur foi agredida verbalmente e ameaçada por militantes da campanha de Vanessa Grazziotin. É muito cedo para dizer se o crime tem alguma ligação política, mas é um tanque de gasolina a poucos metros de um grande incêndio, qualquer precipitação pode explodir uma bomba. 

Somam-se ao assassinato a perseguição realizada por Vanessa a jornalistas e blogueiros, as agressões à esposa de Arthur, a farsa do ovo, a coação de evangélicos...

Ah, Feitoza deixou 3 filhos, de 15, 12 e 8 anos, respectivamente.

sábado, 12 de maio de 2012

Alerta no alto Rio Negro: mineradores existem, e estão bem ativos.

          Estou em São Gabriel da Cachoeira há pouco menos de 3 meses, servindo o meu país no Exército Brasileiro.
          Como soldado de infantaria, procuro sempre obedecer à hierarquia e à disciplina impostas pelo exército, mas como político e cidadão, tenho que alertar quanto a algumas situações.


        O mapa acima mostra parte das riquezas escondidas no subsolo amazônico, dentro de terras indígenas principalmente na região conhecida como "cabeça do cachorro", no alto rio negro (no mapa acima é onde está escrito "seis lagos"), mas quem trabalha e mora na região sabe que ainda há muito mais riquezas do que mostrado.
      A facilidade de se obter metais valiosos entre eles o ouro, é um atrativo e tanto para visitantes do mundo todo, a grama do ouro, facilmente obtida, custa caro, e acaba sendo muitas vezes a única saída para as populações nativas obter recursos de subsistência.
Por diversas vezes o exército já flagrou a atividade de garimpos, principalmente na região do "pescoço" da cabeça do cachorro, onde existem grande quantidade de diamantes e ouro aflorados. 
       O que me assusta, é um fato ocorrido no último dia 10 de Maio, em um fórum promovido por diversas entidades para debater a exploração desses recursos em terras indígenas.


      Várias placas com o nome de várias etnias foram espalhadas pela cidade, etnias como: Baré, Yanomami, Tukano, Werekna, Wanana, além de entidades como Ass. Prof dos Geólogos do Amazonas e outras associações demonstrando apoio a essas práticas, isso mostrou que o garimpo existe, está organizado e bem forte, e é capaz de financiar campanhas e associações...
         Bem, não é necessário avisar dos riscos ambientais de práticas como o garimpo em terras amazônicas, riscos que vão desde o desmatamento até as subcondições de vida humana, e a invasão de terras indígenas.
        Tem sido promovida uma falsa ideia de que está tudo bem, de que não há riscos a amazônia, é mentira, e que ninguém se engane.

por Danilo Santos.