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quinta-feira, 18 de julho de 2013

A culpa é da Globo?

De Cirilo Júnior - Terra
Foto: divulgação
Comentário: Danilo Santos


RJ: protestos se unem e manifestantes apedrejam prédio da Globo


Duas manifestações complicavam o trânsito na zona sul do Rio desde o fim da tarde. A primeira ocorria perto da residência do governador Sérgio Cabral (PMDB), na esquina da avenida Delfim Moreira com a rua Aristides Espínola, no Leblon. Na outra, moradores da Rocinha, na Gávea, protestavam por causa do desaparecimento de um morador da comunidade. O grupo formado por cerca de 100 manifestantes, de acordo com a Polícia Militar, chegou a fechar a autoestrada Lagoa-Barra por alguns minutos.

Depois, eles seguiram em passeata até o Leblon, onde se juntaram ao grupo que estava nas proximidades do prédio onde mora o governador. De acordo com a PM, cerca de 700 pessoas estavam no local de forma pacífica. O trânsito ficou complicado para quem ia para a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, devido ao fechamento da avenida Delfim Moreira.

Após deixarem a porta da casa de Cabral, o grupo saiu em passeata pelas ruas do Leblon. No caminho, apedrejaram um prédio administrativo da Rede Globo. Coquetéis molotov foram lançados e a porta do prédio foi arrombada. Seguranças lançaram água de extintores no grupo que tentava forçar a entrada no local. Um carro do SBT foi pichado.

********************

Nada contra o direito de livre manifestação das pessoas, mas qualquer cidadão que se dê ao trabalho de analisar minimamente o cenário atual da grande mídia no Brasil há de se deparar com uma situação muito ruim, de corrupção, dívidas, prostituição moral e etc., que não se resume à rede Globo, apesar de ter nela o seu maior expoente de corrupção, então, fica a pergunta: chutando o carteiro eu acabo com os correios?

sábado, 10 de novembro de 2012

O espanto foi banido


Texto brilhante, do Blog do Noblat

"O espanto foi banido". Por Ruy Fabiano 

O ex-presidente Lula, segundo os jornais, teria protagonizado há dias mais um ineditismo: aconselhado a presidente Dilma Roussef a não comparecer à posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa.

Seria uma retaliação ao comportamento considerado hostil do relator do mensalão aos petistas. Como Lula não a desmentiu, a notícia, embora inimaginável, foi tida por verdadeira.

Felizmente, a presidente, ao que parece, não acatará o conselho - e nem pode: nem o cargo que ocupa, nem o que ocupará o ministro Joaquim Barbosa podem ser contaminados por idiossincrasias de qualquer espécie, em hipótese alguma.

Acima de ambos, há as instituições que presidem. Dilma chefia um Poder, o Executivo, e Barbosa outro, o Judiciário, que, segundo a Constituição, além de independentes, devem ser harmônicos. Em circunstâncias normais, tal informação jamais seria publicada. Morreria nas mãos do diretor de redação, por absurda.

Mas, nos tempos que correm, não apenas é verossímil como acaba sendo publicada com destaque, lida e comentada até com certo tédio. O espanto foi banido da cena política.

O julgamento do mensalão expõe o desprezo institucional com que Lula e o PT se comportam diante de um Poder da República. O que já se declarou sobre a mais alta Corte de Justiça do país, desde o início do julgamento do mensalão, é inacreditável.

O STF já foi acusado de estar a serviço “de uma elite suja”, e de seus ministros estarem jogando para a plateia. Até o televisionamento direto das sessões, antes considerado um gesto de transparência, foi tido por antidemocrático.

O PT confunde partido com governo - e governo com Estado. Lula, quando assumiu a presidência, mandou desenhar na grama do Palácio da Alvorada – um bem público – a figura da estrela do PT e pintá-la de vermelho. Já não era mais um palácio do Brasil, mas de um partido. Essa visão distorcida explica o que ocorre.

No final de setembro, o senador Jorge Viana (AC) ocupou a tribuna do Senado para destilar sua verrina contra o Supremo. Considerou um absurdo que ministros nomeados pelo governo do PT “votassem contra o PT”, como se lá estivessem cumprindo missão partidária. A declaração por inteiro é esta: “Só não vale nossos governos indicarem ministros do Supremo, e eles chegarem lá e votarem contra por pressão da imprensa”, disse ele. Sobrou, como de costume, para os jornais.

Mesmo os réus já condenados tecem considerações críticas sobre a Corte que os condenou, esquecidos de que a condição de condenados, dentro do devido processo legal, lhes retira qualquer autoridade para se manifestar sobre o delito que cometeram. 

Para tanto, dispuseram de advogados, aliás do primeiro time, que expuseram seus argumentos, mas, dentro do rito judiciário, não convenceram. Mesmo assim, estabeleceu-se a inversão dos papéis: os réus passaram a julgar os juízes – e a condená-los. Os exemplos são muitos; vejamos alguns.

José Genoíno diz que seu julgamento não foi isento. Ora, se não foi isento, não há outra hipótese: foi desonesto. Não há meia gravidez. Já José Dirceu escreveu em seu blog que “a sede” do STF em condená-lo “mostra total desconsideração às provas contidas nos autos e que atestam minha inocência”.

Ora, um tribunal que tem “sede de condenação” é um tribunal injusto – e, portanto, de exceção. Mas não é só: o deputado Paulo Rocha, depois de declarar que “ninguém está negando que houve os empréstimos fraudulentos, os repasses” (e já podia parar por aí), protesta, indignado: “mas não teve compra de votos, foi para pagar conta de campanha.” Ah, bom.

O PT, por sua vez, anunciara que faria uma manifestação pública contra o Supremo. Foi desaconselhado por Lula, mas não por razões institucionais – e sim de ordem pragmática. Poderia não causar boa impressão ou agravar as condenações.

O que preocupa, em tal contexto, é a circulação de outro rumor: de que a próxima nomeação para o STF, na vaga do ministro Ayres Britto, que se aposenta semana que vem, recairia sobre um companheiro, que lá cumpriria missão partidária.

Fala-se no advogado Beto Vasconcelos, de 35 anos, que exerceu o ofício por apenas três anos e cuja maior credencial seria a de ser filho de um ex-companheiro de luta armada da presidente.

Beto pode até ser um gênio, mas não preenche o quesito de “notório saber jurídico”, até porque, até aqui, ninguém o notou, dentro ou fora da comunidade jurídica. Notório saber não é uma abstração: implica reconhecimento público, um caminho já percorrido. Não é notoriamente o caso.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

É cilada, Barbosa!

Do Radar on-line


Joaquim: isca mordida

Joaquim Barbosa, na avaliação da turma que gravita em torno de José Dirceu, mordeu a isca. Ou seja, começou a discutir publicamente com Dirceu, dando um discurso para o mensaleiro. Numa palavra, respondeu a um réu.

Ontem, Barbosa criticou José Dirceu por “comportamento incompatível com a condição de condenado e com o respeito que deveria demonstrar para com órgãos jurisdicionais perante o qual responde por acusações de rara gravidade”.

Hoje, Dirceu reagiu, acusando Barbosa de “puro populismo jurídico”. Agora, o mensaleiro espera que Barbosa reaja novamente.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

União Nacional dos Estudantes concorda com PT em não punir Dirceu

Da versão online do Jornal Estado de São Paulo


O pedido do ex-ministro José Dirceu para que estudantes fossem às ruas defendê-lo, feito um mês antes de o Supremo Tribunal Federal começar a julgar o processo do mensalão, está fora das prioridades da União Nacional dos Estudantes (UNE). "Não está em nossa pauta realizar qualquer manifestação nesse sentido", disse ao Estado o presidente da entidade, Daniel Iliescu, de 28 anos.

Ex-líder estudantil nos anos 1960, Dirceu fez o pedido em julho, no Rio, ao discursar em congresso da União da Juventude Socialista (UJS), da qual Iliescu faz parte. Ligada ao PC do B, a UJS controla a UNE consecutivamente desde os anos 1990. Embora diga que não há nenhum ato de desagravo na agenda, o presidente da UNE afirma que nem o "mais fragoroso opositor de Dirceu" pode negar o papel que o ex-ministro, hoje condenado por corrupção e formação de quadrilha, teve na luta pela redemocratização.

A UNE planeja algum ato em prol do ex-ministro José Dirceu?

Daniel Iliescu - Como entidade, não está em nossa pauta hoje realizar nenhuma manifestação nesse sentido. Mas nem o mais fragoroso opositor de Dirceu pode negar o papel que ele teve na luta democrática, no movimento estudantil contra a ditadura militar. Isso, no entanto, não o exime dos erros que cometeu, assim como não nos exime de reconhecer o papel que ele teve na história. A gente deve conseguir ter a maturidade e a generosidade de atribuir o tamanho do erro de cada pessoa e também dos seus acertos. O Dirceu é uma figura polêmica, uns amam, outros odeiam. A UNE nem ama nem odeia, mas reivindica respeito por sua história. Não interessa à UNE o achincalhamento ou a crucificação de qualquer pessoa no Brasil.

A entidade chegou a ser procurada pelo ex-ministro?

Daniel Iliescu - A UNE nunca foi abordada por Dirceu como entidade, isso não aconteceu. O que Dirceu pediu (no congresso da UJS), na verdade, foi que houvesse algum contraponto na opinião pública e eu acho que esse contraponto está sendo oferecido. A própria UNE, quando problematiza a politização do julgamento do mensalão do STF, oferece, não individualmente ao Dirceu, mas para o debate democrático no Brasil, esse contraponto que o ex-ministro pediu.

Então, institucionalmente, não haverá manifestações em favor de nenhum condenado?

Daniel Iliescu - Até aqui não surgiu nenhuma opinião de um militante ou de um dirigente da UNE que levasse a uma moção de desagravo, por exemplo. O que não impede que, numa próxima reunião da entidade, alguma pessoa proponha algo nesse sentido. Sempre há essa possibilidade, mas esse não é centro das nossas preocupações como entidade.

Como a UNE avalia o julgamento do mensalão pelo STF?

Daniel Iliescu - O fato de o julgamento ter sido um processo casado com o período eleitoral fez com que houvesse politização do julgamento, o que trouxe prejuízos, pois poucas instituições conseguem levar a cabo suas opiniões com 100% de imparcialidade.

Você acredita que a opinião pública influenciou a decisão dos ministros do Supremo?

Daniel Iliescu - Eu diria que houve uma influência, mas não diria do público, que é um conceito muito amplo. Houve influência de atores da sociedade, atores políticos, atores da mídia.

Essa suposta influência faz a UNE questionar a condenação de Dirceu ou de algum outro membro da base aliada?

Daniel Iliescu - Quem tem competência para condenar ou julgar é o STF e a UNE reconhece esse poder e tem a responsabilidade de respeitar as instituições democráticas. Mas é importante que a gente vá a fundo nesse debate, porque a impressão que tenho é que, para muitos, basta que se identifiquem os culpados e decretem uma pena para o problema estar resolvido. O que me preocupa é essa sanha condenatória, pois o fundamental não é condenar, o fundamental é deixar um legado para a sociedade brasileira. O importante é que o Brasil possa ter um saldo desse episódio para que consiga se prevenir de futuros casos como esse ou ainda piores.

E qual seria esse legado?

Daniel Iliescu - O que é mais importante para a UNE é qual o saldo, quais são as contribuições que esse episódio vai trazer para o Brasil. Eu acredito sinceramente que os crimes que foram identificados e que vão ser agora punidos pelo STF, nesse episódio que se convencionou chamar de mensalão, não é exceção no Brasil. Ele é um episódio de uma prática que é recorrente, que é praticada, eu não diria por todos, porque seria leviano da minha parte, mas por uma boa parte dos partidos políticos, tanto de esquerda quanto de direita, tanto do governo ou de oposição. Então é uma prática recorrente que se utiliza para financiar a atividade política, formar maiorias, financiar campanhas.

Qual a sugestão da entidade nesse sentido?

Daniel Iliescu - Para a UNE não basta julgar um político ou um empresário ou um publicitário. A gente reivindica que, neste momento, o País tenha coragem de pautar o debate sobre quais são as condições estruturais ao combate à corrupção. A primeira é a reforma política com foco no financiamento público de campanha, pois entendemos que hoje o poder econômico tem uma influência sobre as campanhas eleitorais muito desmedido.

Você acredita que a vitória de Fernando Haddad em São Paulo foi uma espécie de absolvição do PT nas urnas?

Daniel Iliescu - Não. Eu acho que a maior parte dos cidadãos conseguiu diferenciar a discussão. O cidadão não usou o mensalão para punir o PT, como esperava a oposição, mas também não acredito que o cidadão se conformou com o mensalão e absolveu o PT. O que o eleitor fez foi debater problemas da cidade, programas de governo, e escolher um candidato. Isso significa que o eleitor está mais crítico e menos suscetível a ser manipulado.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mensalão: O dinheiro que não vai voltar

Do Blog da Floresta

A revista Veja destaca que a condenação dos principais mensaleiros pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pulverizou o argumento, amplamente usado por petistas, de que não passavam de “piada de salão” as denúncias de que deputados recebiam mesada para apoiar o recém-eleito governo Lula.

Ao confirmar que 25 réus terão de pagar pelo rosário de crimes do mensalão, alguns deles cumprindo pena atrás das grades, a mais alta corte do país também começou a discutir como devolver aos cofres públicos ao menos uma parte do dinheiro desviado. Essa reparação está prevista em lei, mas as ferramentas para alcançá-la não são das mais eficazes. O caminho para reaver os recursos será árduo e pode terminar em frustração.

domingo, 28 de outubro de 2012

5 cabos eleitorais de Vanessa Grazziotin são presos


Do Portal do Holanda

Cinco pessoas que estavam em uma kombi adesivada com propaganda da candidata Vanessa Grazziotin foram presas pela pela Polícia Militar distribuindo material de campanha da comunista. As prisões ocorreram na Zona Leste de Manaus. Os presos foram levados para a Arena A,madeu Teixeira, onde estão a disposição da Justiça Eleitoral


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Joaquim Barbosa terá proteção do Exército


Da Revista Calibre


Temperatura alta – Azedou a relação entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Exército brasileiro. Sem que a presidente Dilma Rousseff fosse consultada, o Exército destacou os melhores e mais preparados oficiais da inteligência para dar proteção diuturna ao ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT (Ação Penal 470).

Ao criar o esquema que dá garantia de vida a Joaquim Barbosa, que tem ojeriza a esse tipo de situação, o Exército, que se valeu de militares cedidos à Agência Brasileira de Inteligência, acabou passando por cima da Presidência da República, do Ministério da Justiça e da cúpula da Polícia Federal, que por questões óbvias não foram consultados, mas a quem, por dever de ofício, caberia a decisão.

Outros dois ministros do Supremo, Ricardo Lewandowski e José Antônio Dias Toffolli, reconhecidamente ligados ao Partido dos Trabalhadores e a alguns dos seus mais altos dirigentes, também contam com escolta, mas da Políci
a Federal. O esquema criado para o ministro-relator não se limite à proteção física, mas inclui também monitoramento constante de ambientes e do sistema telefônico utilizado pelo magistrado.

A proteção ao ministro Joaquim Barbosa foi uma decisão tomada pelo alto comando do Exército e pelo general José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Esse episódio, que tem como palco a necessária proteção a Joaquim Barbosa, deve aumentar a tensão entre Dilma e os militares, que ganhou reforço extra com a criação da Comissão da Verdade, que investigará apenas os crimes cometidos por agentes do Estado durante a ditadura, deixando de fora os protagonizados pelos terroristas que chegaram ao poder no vácuo de um discurso fácil, repetitivo e mentiroso.
Essa tensão constante entre exército e presidência já mostrou outras vezes que não é nada positivo para o Brasil, pelo contrário, quem perde são todos, o exército deve ser submisso inteira e exclusivamente à vontade da presidência, atos como este de insubmissão acendo, no mínimo, o alerta de luz amarela para a necessidade de substituição do comando das forças armadas. O Brasil não pode ter um exército insubmisso, nem muito menos ter medo do seu próprio exército.

Comparar Getúlio Vargas a Lula é um insulto à memória do Presidente suicida.

Do Blog do Simão Pessoa
Augusto Nunes
Uma nota oficial encomendada por Lula, redigida por Rui Falcão e subscrita por seis presidentes de partidos governistas comunicou à nação ─ no meio do palavrório que enfileira falsidades, safadezas e vigarices ─ que está em curso uma trama política semelhante à que resultou no suicídio de Getúlio Vargas.

Conversa fiada, resumiu o comentário de 1 minuto para o site de VEJA.

Só um ajuntamento de palermas, oportunistas e casos de polícia conseguiria vislumbrar conspiradores em ação nos três partidos oposicionistas mais dóceis da história.

Só um bando de cretinos fundamentais ousaria confundir Aécio Neves com Carlos Lacerda, Geraldo Alckmin com Afonso Arinos ou tucanos em sossego no poleiro com militares sublevados nos quartéis.

E apenas sócios remidos do clube dos cafajestes se atreveriam a comparar Luiz Inácio Lula da Silva a Getúlio Dornelles Vargas.

Coerentes com a folha corrida de cada um, os signatários do besteirol fuzilaram sem clemência, e sem vestígios de rubor na face, a memória do gaúcho que governou o Brasil por quase 20 anos.

“Querem fazer comigo o que fizeram com Getúlio Vargas”, recita o palanque ambulante sempre que se mete em enrascadas de grosso calibre.

“Assim foi em 1954, quando inventaram um ‘mar de lama’ para derrubar o presidente Vargas”, reincidiram nesta quinta-feira os carrascos da verdade escalados para o espetáculo da vassalagem.

Alguém precisa contar-lhes aos gritos que foi o próprio Getúlio quem usou pela primeira vez a expressão “mar de lama”.

Alguém precisa ordenar-lhes aos berros que parem de estuprar os fatos para fabricar mentiras eleitoreiras.

Na versão malandra do PT e seus parceiros alugados, a procissão de escândalos que afronta os brasileiros honestos desde a descoberta do mensalão não passa de invencionice dos netos da UDN golpista, que se valem de estandartes moralistas para impedir que outro pai dos pobres se mantenha no poder.

Se a oposição não sofresse de afasia medrosa, a confraria dos 171 já teria aprendido que não há qualquer parentesco entre os dois Brasis.

E não se animaria a inventar semelhanças entre figuras antagônicas.
Em agosto de 1954, Getúlio Vargas era sistematicamente hostilizado por adversários que negavam até cumprimentos protocolares ao ex-ditador que voltara ao poder pela rota das urnas.

Não há uma única foto do presidente ao lado de Carlos Lacerda.

Passados quase 60 anos, Lula e Dilma lidam com adversários que fizeram a opção preferencial pela covardia e inventaram a oposição a favor.

Muitos merecem cadeiras cativas na Irmandade dos Amigos do Cara, dirigida por velhas abjeções que Lula combateu até descobrir que todos nasceram uns para os outros.

Há 58 anos, surpreendido por delinquências praticadas às suas costas, acuado pela feroz oposição parlamentar, sitiado por ódios decorrentes dos horrores do Estado Novo, desafiado por oficiais rebeldes, traído por comandantes militares, abalado pela deserção dos aliados, Getúlio preferiu a morte à capitulação humilhante.

No Ano 10 da Era da Mediocridade, o Grande Pastor do rebanho lulopetista só é ameaçado pelo Código Penal, por um STF disposto a cumprir a lei e pela incapacidade de aceitar imposições do destino.

Neste começo de primavera, o que se vê é um populista que se nega a encarar a aproximação do inverno.

Os truques do animador de comício não surpreendem mais ninguém.

Tornaram-se enfadonhos. 

Lula é uma caricatura de si próprio.

É uma lenda precocemente no ocaso.

Daqui a algum tempo, será um asterisco nos livros de história que nunca leu.

Getúlio perdeu a disposição de resistir ao constatar que, sem saber, convivera com criminosos.

Na última reunião do ministério, foi defendido por figuras como Oswaldo Aranha e Tancredo Neves.

Lula defendeu a permanência de Antonio Palocci e José Dirceu no primeiro escalão infestado de corruptos.

E tenta o tempo todo livrar da cadeia bandidos de estimação para mantê-los a seu lado.

Depois de tentar inutilmente adiar o julgamento do mensalão, faz o que pode para pressionar ministros que nomeou, desqualificar a Justiça e impedir a consumação do castigo.

Há uma semana, o protetor de pecadores foi empurrado para o meio do pântano pelas revelações de Marcos Valério divulgadas por VEJA.

Em vez de rebater as acusações e interpelar judicialmente o acusador, o mais loquaz dos palanqueiros emudeceu.

Entre amigos, gasta a voz debilitada em insultos a ministros do Supremo, mensaleiros trapalhões ou advogados ineptos ─ e promete, de meia em meia hora, vinganças tremendas.

Em público, pede votos para candidatos amigos e calunia concorrentes.

O suicídio de Vargas, reiterei há um ano, foi um ato de coragem protagonizado pelo político que errou muito e cometeu pecados graves, mas nunca transigiu com roubalheiras, nunca barganhou com assaltantes de cofres públicos nem foi coiteiro de ladrões.

Lula fez da corrupção endêmica um estilo de governo e um instrumento de poder.

O tiro disparado na manhã de 24 de agosto de 1954 atingiu o coração de um homem honrado.

Um saiu da vida para entrar na história.

Outro ficará na história como quem caiu na vida.

Getúlio matou-se por ter vergonha na cara.
 
Lula morrerá sem saber o que é isso.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O último mensaleiro: Lula, Marcos Valério e as fitas


Do Blog do Noblat

Dá-se a prudência como característica marcante dos mineiros.

Teria a ver, segundo os estudiosos, com a paisagem das cidadezinhas de horizonte limitado, os depósitos de ouro e de pedras preciosas explorados no passado até se esgotarem, e a cultura do segredo e da desconfiança daí decorrente.

Não foi a imprudência que afundou a vida de Marcos Valério. Foi Roberto Jefferson mesmo ao detonar o mensalão.

Uma vez convencido de que o futuro escapara definivamente ao seu controle, Valério cuidou de evitar que ele se tornasse trágico.

Pensou no risco de ser morto. Não foi morto outro arrecadador de recursos para o PT, o ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André?

Pensou na situação de desamparo em que ficariam a mulher e dois filhos caso fosse obrigado a passar uma larga temporada na cadeia. E aí teve uma ideia.

Ainda no segundo semestre de 2005, quando Lula até então insistia com a lorota de que mensalão era Caixa 2, Valério contratou um experiente profissional de televisão para gravar um vídeo.

Poderia, ele mesmo, ter produzido um vídeo caseiro. De princípio, o que importava era o conteúdo. Mas não quis nada amador.

Os publicitários de primeira linha detestam improvisar. Valério pagou caro pelo vídeo do qual fez quatro cópias, e apenas quatro.

Guardou três em cofres de bancos. A quarta mandou para uma das estrelas do esquema do mensalão, réu do processo agora julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Renilda, a mulher dele, sabe o que fazer com as três cópias. Se Valério for encontrado morto em circunstâncias suspeitas ou se ele desaparecer sem dar notícias durante 24 horas, Renilda sacará dos bancos as três cópias do vídeo e as remeterá aos jornais O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo.

(Sorry, VEJA!)

O que Valério conta no vídeo seria capaz de derrubar o governo Lula se ele ainda existisse, atesta um amigo íntimo do dono da quarta cópia.

Na ausência de governo a ser deposto, o vídeo destruiria reputações aclamadas e jogaria uma tonelada de lama na imagem da Era Lula. Lama que petrifica rapidinho.

A fina astúcia de Valério está no fato de ele ter encaminhado uma cópia do vídeo para quem mais se interessaria por seu conteúdo. Assim ficou provado que não blefava.

Daí para frente, sempre que precisou de ajuda ou consolo, foi socorrido por um emissário do PT. Na edição mais recente da VEJA, Valério identifica o emissário: Paulo Okamotto.

Uma espécie de tesoureiro informal da família Lula da Silva, Okamotto é ligado ao ex-presidente há mais de 30 anos.

No fim de 2005, um senador do PT foi recebido por Lula em seu gabinete no Palácio do Planalto. Estivera com Valério antes. E Valério, endividado, queria dinheiro. Ameaçava espalhar o que sabia.

Lula observou em silêncio a paisagem recortada por uma das paredes envidraçadas do seu gabinete. Depois perguntou: "Você falou sobre isso com Okamotto?"

O senador respondeu que não. E Lula mais não disse e nem lhe foi perguntado. Acionado, Okamotto cumpriu com o seu dever. Pulou-se outra fogueira. Foram muitas as fogueiras.
Uma delas foi particularmente dramática.

Preso duas vezes, Valério sofreu certo tipo de violência física que o fez confidenciar a amigos que nunca, nunca mais voltará à prisão. Prefere a morte.

Valério acreditou que o prestígio de Lula seria suficiente para postergar ao máximo o julgamento do processo do mensalão, garantindo com isso a prescrição de alguns crimes denunciados pela Procuradoria Geral da República.

Uma eventual condenação dele seria mais do que plausível. Mas cadeia? E por muito tempo?
Impensável!

Pois bem: o impensável está se materializando. E Valério está no limiar do desespero.

Lula pode tirar Vanessa do Segundo turno

Do Blog da Floresta:


Manaus entra na rota da Acão Penal 470, popularmente conhecido por Mensalão com a chegada nesta quarta-feira, a Manaus, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado pelo publicitário Marcos Valério e Revista Veja como o chefe do esquema que desviou milhões dos cofres públicos para a compra de apoio de deputados federais. A intenção de Lula é pedir voto a candidata a Prefeitura pelo PCdoB, senadora Vanessa Grazziotin, pode se transformar em mais uma estratégia de desespero, pois jornalistas e assessores estão atentos para saber quem pagará a viagem, já que o presidente não tem direito a avião em viagens particulares, principalmente em serviços eleitoreiros. O Mensalão se tornou explosivo depois que a Veja da semana publicou declaração de Marcos Valério, dizendo que:“O PT me fez de escudo, me usou como um boy de luxo. Mas agora vai todo mundo paro o ralo”. O Noblat, em seu blog, destacou também que “Valério acreditou que o prestígio de Lula seria suficiente para postergar ao máximo o julgamento do processo do mensalão”, garantindo com isso, segundo o blogueiro, a prescrição de alguns crimes denunciados pela Procuradoria Geral da República, o que não se consumou, embora Lula tenha “forçado a barra”, não obtendo sucesso em sua jogada.
A imprensa nacional procura ouvir Lula para esclarecer os fatos, não obtendo êxito até agora. Em Manaus, Lula vai participar nesta quarta, 19, de um comício da candidata Vanessa Grazziotin e tentar minar a liderança de Artur Neto. A liderança de Artur está gerando descontentamento nas fileiras petistas

Lula está vivendo o que talvez seja o pior momento de um ex-presidente desde Collor, envolvido até o último fio de cabelo com o mensalão, Lula traz para Manaus toda a carga negativa do pior lado do PT, e para mim e muitas pessoas é a última pá de terra para aferir à candidatura de Vanessa Grazziotin o nome de candidatura apoiada por Amazonino e de mensaleiros.

A vinda de Lula para Manaus pode, e deveria ter, resultado negativo, afinal, o apoio de um mensaleiro nunca deveria ser bem-vindo em uma país honesto e de eleitores esclarecidos, infelizmente existe a probabilidade de aumentar os votos da candidata, a menos que Lula seja incluído entre os réus do mensalão.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Enquanto Dilma grava programa criticando ovada, PSDB pode tirar mandato de Vanessa por quebra de decoro.

Duas notas seguidas do Blog da Floresta

A presidente Dilma Rousseff gravou participação no programa eleitoral da candidata da coligação Melhor pra Manaus (PCdoB, PMDB, PP, PSD, PSL, PT, PTN e PV), Vanessa, e classificou como horror as agressões sofridas pela candidata antes do debate da TV Em Tempo. No próximo dia 19, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobe ao palanque de Vanessa numa grande comício em Manaus.
São as boas notícias para a campanha da candidata dada em coletiva à imprensa pelos presidentes nacionais do PCdoB, Renato Rabelo, e do PT, Rui Falcão, que ainda participaram de uma caminhada pelo Centro da cidade com Vanessa.

PSDB estuda entrar com denúncia de Quebra de decoro


Uma farsa infantil e facilmente identificada. Tudo começou dentro do veículo que transportava a candidata a prefeita de Manaus, Vanessa Grazziotin (PCdoB), ao debate promovido na noite da última terça-feira, 11, pela TV Em Tempo. Ao descer do carro, Vanessa levava nas mãos uma caixa de halls. Ao se virar para a militância do candidato líder das pesquisas, Artur Neto (PSDB), Vanessa já apresentava um ovo de brinquedo na testa. Vendido em loja de acessórios para aniversário de crianças, o "ovo" não continha elementos básicos em sua constituição, como a clara que, na realidade, era uma porção de gel. A candidata, então fez uma cara de choro. A confusão estava formada, acirrando os ânimos. Sem apresentar qualquer resíduo da gema ou clara em sua roupa, Vanessa usou uma metodologia que pode ser chamado como a maior tentativa de chantagem eleitoral. Em virtude da situação, um jovem foi preso e levado a prestar depoimento. Um especialista em comunicação visual desmontou toda a farsa depois de periciar todas as fotos da trajetória de Vanessa. A atitude da candidata a Prefeitura, pode lhe custar o mandato de senadora por quebra de decoro parlamentar.

sábado, 8 de setembro de 2012

PM agrediu estudante e prendeu adolescentes, enquanto a coordenação do Dia do Basta abandonou os manifestantes

Ontem, 07 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, aconteceu em Manaus o Dia do Basta, que trouxe às ruas de Manaus  uma passeata contra a corrupção, pedindo a verdadeira independência, a independência do povo contra os corruptos que governam o país.


Destrinxando a Marcha


A concentração começou por volta das 3 da tarde, mas por conta da proximidade com o "grito dos excluídos" que estava acontecendo ali próximo, organizado pela Arquidiocese da Igreja Católica de Manaus, algumas pessoas confundiram os 2 eventos,

A presença da Guarda Civil Metropolitana também atrasou um pouco a Marcha, que estava marcada para sair às 16:00 hrs, e acabou saindo quase às 17, já que a coordenação resolveu esperar a GCM partir, quando algumas pessoas já começavam a partir, talvez se não fosse isso eventos futuros poderiam ter sido evitados... 


Saindo do Parque, antes de entrar na Constantino Nery já encontramos o primeiro obstáculo: Uma barreira da PE ( Polícia do Exército) nos impedia de prosseguir, porém, quando apresentamos os documentos que nos autorizavam a fazer à marcha fomos liberados. Assim que passamos, ao lado de onde estávamos passou a comitiva de Omar Aziz, um grito ensurdecedor de mais 200 manifestantes invadiu as ruas, mas não esperávamos pelo que viria pela frente.

Dando nome aos verdadeiros corruptos


A ideia dos organizadores seria fazermos o trajeto subindo pela Constantino Nery até a Darcy Vargas e dali descermos pela Djalma Batista, porém, quando nos aproximávamos da Darcy Vargas fomos recebidos por uma comitiva de aproximadamente 20 policias da Polícia de Choque, que recebeu ordens expressas para não nos deixar prosseguir a qualquer custo.



Procuramos negociar, logo em seguida mais duas viaturas do "Ronda no Bairros" se juntaram ao cerco, e depois, mais 3 motocicletas, era uma força desonesta, manifestantes armados com cartazes e megafones contra policias com armas, cavalos e cacetetes. Ao ver que a Polícia estava determinada a não nos deixar prosseguir a coordenação do evento se acovardou, e propôs retornarmos por onde viemos. A coordenação nem sequer se propôs a descer do carro de som onde estavam, falaram que iam retornar, e quem ficasse estaria por conta própria. 


Esqueceu a "coordenação" do evento, que foram eles quem chamaram os manifestantes que lá estavam, que foram na marcha das vadias, que foram na UFAM e que foram nos movimentos grevistas... Simplesmente esqueceram suas responsabilidades, e abandonaram os demais manifestantes. A marcha se dividiu, metade não queria retornar, até porque tinham esse direito. A partir daqui publico um relato que traduz minha ira:

Por Aline Oliveira:

Agradeço à solidariedade de todos. Alerto que somos todos nós agredidos, eu voltei com o soco no seio ontem, mas só ontem que a agressão foi física. Normalmente a gente nem sente os murros, e vai apanhando aí, vai virando as costas, vai ficando com medo de dizer que NÃO, e aprende a dizer um BASTA, tão silencioso aprende a subir num trio–elétrico e se dizer apartidário e que lutam contra opressão. Aprende a dizer, mas só do alto, somente protegidos, somente assim é que vocês da Coordenação do Dia do Basta-AM 2012, aprenderam a dizer “BASTA”. Vocês incitaram a revolta, vocês disseram que não iam se dobrar, vocês disseram FORA CORRUPTOS. Mas vocês só disseram, e viraram as costas, nos deixaram em meio a merda de cavalo, cassetetes e armas. Ficamos lá por um bom tempo, depois um morador de rua chegou e disse que trouxera a paz, que era pra gente ir embora, que isso não era assim ele disse que vocês eram “um bando de covarde traidores” decidimos que isso era real. Decidimos não mais protestar, ao menos por aquele dia. Nós íamos embora, foi quando eu disse: "Vou embora, como uma cidadã civil, não vou mais protestar” E fui retrucada com um soco no seio, soco que me fez cair, mas cair nos braços dos guerreiros, guerreiros esses que se revoltaram, e ao mesmo tempo me seguraram para que eu não agredisse o policial. Dois desses guerreiros foram presos, tantos outros ficaram lá, tantos outros me ligaram, tantos outros estão aqui agora, lendo e compartilhando conosco a dor e o nojo por vocês! 
Isso não vai ficar assim, não falo só pela violência cometida comigo, mas também pela cometida á todos nós, todos os dias. 
  • Guerreiros? Somos fortes, somos diferentes, e vamos adiante! 
  • Coordenação do Dia do Basta? Partidários e covardes são vocês. Eu digo e repito: Covardes !! 
  • Sargento Alonso? A ordem de mandar os cavalos pra cima da gente, foi medíocre e imunda, o soco ainda dói, a prisão injusta foi INJUSTA. E a sua justificativa de dizer que nos estávamos tacando papel na cavalaria, quase me fez rir. Mas Foi só quase, quando eu ia rir disso percebi que era verdade, e a verdade dói tal qual ser militante nessa bosta de sistema.

Eu não acompanhei o ocorrido pois nesse momento fui tirar fotos do evento para publicar aqui, quando voltei, a confusão já tinha ocorrido.

O policial que agrediu a manifestante Aline Ribeiro Oliveira, quando acusado da agressão disse a ela: "Ah, que pena, chama a polícia!", traduzindo tudo o que aconteceu...

Me arrependi de ter saído do lado dos manifestantes durante aqueles pouco mais de 15 minutos, quando comuniquei aos coordenadores o ocorrido eles ficaram do lado dos policiais, faço questão de dizer quem eram: 

Aldeney Gandra
Rodrigo Barros 
Lucas Vidal

Fui sozinho até o 12º DIP, próximo ao Aeroclube acompanhar o registro do BO contra o policial agressor. Outros 2 manifestantes foram agredidos e presos por que segundo os policiais "jogaram papel" no cavalos, mas nada foi feito contra eles porque segundo a delegada responsável "não houve crime algum". Peço encarecidamente à todos os que tiraram foto dos policiais, que nos enviem fotos, para que possamos mandar esses criminosos de farda, que agrediram indevidamente os manifestantes para a cadeia.

sábado, 1 de setembro de 2012

Vereador Wilker Barreto impõe ditadura na internet


#AVISO IMPORTANTE – A QUEM POSSA INTERESSAR#

Estive meio sumido estes dias pois meu computador sofreu um ataque coordenado e remoto que destruiu todo o meu HD, perdi absolutamente tudo, e devem ter feito um back-up de minhas informações pessoais também, o que me deixa extremamente preocupado com o sigilo de minha identidade e com o comprometimento da segurança de toda minha família.

Não quis comunicar antes pois queria a certeza do ocorrido e acabei de ficar sabendo agora que não foi algo casual, estou com uma amigo pessoal que está me ajudando a reforçar minha segurança digital.

Estarei sem pc estes dias, preciso juntar uma grana pra comprar um Mac. Esta brincadeira tá ficando cara e perigosa amigos.
Conto com a compreenção de todos vocês.
O texto acima é o resultado de uma ação orquestrada por correligionários do vereador Wilker Barreto, contra uma famosa página do Facebook Baré... O vereador está mobilizando assessores para derrubar e invadir as páginas que publicam conteúdo contrário à candidatura dele, numa medida ridícula de tentar esconder a verdade, que Wilker é um vereador de valor comprado, que seu patrimônio evolui 600% em 4 anos, que ele votou a favor da taxa do lixo, do reajuste do IPTU, da Zona Azul, do aumento da passagem do transporte coletivo, e que é contra a lei da ficha limpa, além do fato da empresa de seu irmão ter recebido 41 milhões de dinheiro público mesmo sendo alvo de 3 inquéritos no Ministério Público Federal... isso é que é fuleragem:

11 MOTIVOS PARA DIZER NÃO À ESTE SENHOR!


Wilker Barreto
[x] É contra a Liberdade de Expressão.
[x] Reclamou do baixo salário de Vereador.
[x] Teve uma evolução patrimonial de R$ 644 mil em quatro anos.
[x] A ONG do seu irmão (investigada em três inquéritos do MPF) recebeu R$ 41 milhões de DINHEIRO PÚBLICO, deste valor R$ 15 milhões não foram aprovados pelo TCU.

||VOTOU FAVORAVELMENTE:||
[x] Aumento do IPTU
[x] Taxa de Lixo
[x] Aumento da Passagem de Ônibus.
[x] Criação da Zona Azul (Taxa de estacionamento)
[x] Redução da meia-passagem.
[x] Fim da “domingueira”.
[x] Efetivação de 6 mil servidores temporários, sem concurso, que permanecerão como funcionários públicos até se aposentarem.

sábado, 18 de agosto de 2012

Mensaleiro, eu? mas eu só fiz caixa 2!

Sou bandido com muito orgulho, de Clóvis Rossi para o jornal Folha de S. Paulo



Mesmo tendo perdido a inocência faz um século ou mais, não consigo conter meu espanto com o fato de que "bandidos" se orgulhem publicamente de sua delinquência, ainda por cima no plenário da que era antanho chamada de "augusta corte". 
Explico: a moda do caso mensalão é os advogados confessarem que seus clientes praticaram o disseminado esporte do caixa 2. Dinheiro "ilícito", chegou a dizer um deles. 
Meu espanto não vem precisamente desse fato, porque não é novidade. O grande e indiscutido líder do partido que maior número de réus forneceu ao caso (24 dos 37), Luiz Inácio Lula da Silva, já havia dito, logo que o escândalo estourou, que seu partido fizera o que todo o mundo fazia, o tal caixa 2. 
O que me espanta é a banalização desse crime. Não é trivial, ao contrário do que pretendem fazer crer os réus e seus advogados. Caixa 2 "é coisa de bandido", já decretou, faz tempo, o "deus" dos advogados, Márcio Thomaz Bastos, quando usava a veste de chefe da Polícia Federal, como ministro da Justiça, e não a toga com a qual se apresenta no STF, agora como advogado defensor de um dos envolvidos no caso dos "bandidos". 
Caixa 2, além de coisa de bandidos, implica necessariamente sonegação fiscal. Sonegação fiscal é crime grave em qualquer circunstância, mas muito mais ainda quando praticada por funcionários públicos, como o são ou foram os réus, na sua grande maioria. 
Se o Brasil fosse sério, seria ridículo debater se houve ou não uso de dinheiro público no caso. Houve -- e confessado. Quando funcionários públicos praticam sonegação, estão desviando dinheiro público que poderia ser usado para um hospital, uma escola, uma ponte, o diabo, em vez de adubar contas particulares. 
Da mesma forma, seria ridículo, se o Brasil fosse sério, discutir se houve ou não um mensalão. Afinal, está confessada por alguns dos réus a compra de parlamentares. Se em suaves prestações mensais ou não, a forma é o que menos importa. Importa a compra, igualmente confessada. Os acusados alegam é que o dinheiro não foi para comprar votos, mas para pagar dívidas de campanha. Não importa o destino final do dinheiro, até porque ele não vem carimbado com uma fitinha dizendo "este suborno destina-se exclusivamente a pagar dívidas de campanha". 
A confissão acaba sendo pior do que a acusação: comprou-se não um dado voto, mas o parlamentar inteiro, o que é infinitamente mais grave. 
Repito: não se trata de denúncia da oposição, do procurador-geral da República, da mídia dita "golpista", mas de afirmações de ilustres membros do esquemão. 
Confessam orgulhosamente a pratica de bandidagem, para usar a palavra do mais ilustre dos advogados envolvidos no caso, na expectativa de, ao confessarem um crime supostamente menor e supostamente prescrito, se livrarem de penas maiores. 
Ou, posto de outra forma: aceitam ser chamados de "bandidos", mas não querem ser "quadrilheiros". 
Vê-se que, no Brasil, Al Capone não iria preso porque o único crime pelo qual foi apanhado --sonegação fiscal-- por aqui não dá cadeia, dá orgulho.

Opinião


Não é só tão somente ridículo o fato de os mensaleiros, admitindo o roubo, dizerem que são inocentes (Oh, eu fiz caixa 2 mas sou inocente) como o fato da sociedade ignorar sumariamente o fato de este partido ainda permanecer no governo mesmo depois de estar amplamente envolvido no esquema e ainda mais, envolvido na tentativa de esfriar o julgamento ou abafá-lo. 

Que o Brasil é o país da impunidade nós já sabemos, mas some-se a isso a inércia popular e você pode ter qualquer ditadura, mesmo uma não declarada. 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Cidade Universitária: Governo contrata sem licitação empresa investigada na operação Sol Dourado

Já publiquei aqui recentemente minha opinião sobre este projeto ridículo chamado "Cidade Universitária" que está mais para "roubo pós-graduado", pois bem, como se não bastasse um projeto ridículo, que constrói prédios belíssimos em áreas nobres da cidade para depois dá-los a empresários, a empresa contratada para fazer estudos preliminares sobre o impacto ambiental no terreno é a mesma que já foi flagrada fazendo notas frias (desvio de dinheiro público) em contratos com a UEA. Reproduzo abaixo a matéria do Jornal Acrítica de hoje:

Operação Sol Dourado investigou as empresas Jobast e Muraki,
que continuam a prestar serviços para o governo.
O governo do Estado contratou, por mais de R$ 2,5 milhões, sem licitação, a Fundação de Apoio Institucional Muraki, para a elaboração do EIA/RIMA (estudo de impacto ambiental) para a instalação da Cidade Universitária em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus).

Conforme dados disponibilizados no site do Sistema Integrado de Controle e Gestão de Obras Públicas (Sicop), do governo do Amazonas, o contrato foi celebrado em 15 de março, a partir da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), com vigência de oito meses e, embora conste como um procedimento em andamento, não está entre as informações disponíveis a estimativa para a entrega do estudo. 
No mesmo site é possível acessar aos dados de outro contrato, celebrado no mesmo período e com vigência similar, para a elaboração do Plano Diretor Urbano e o Projeto Básico Avançado de Infraestrutura. A execução ficará por conta da Toledo Construtora e Projetos Ltda., a qual receberá R$ 9,4 milhões pelo trabalho. 
A Cidade Universitária será construída em uma área de 13 milhões de metros quadrados e terá o investimento inicial de R$ 300 milhões, beneficiando dois mil acadêmicos. O empreendimento ficará localizado às margens do rio Negro, no município de Iranduba, o qual integra a Região Metropolitana de Manaus (RMM). A previsão de entrega da obra é até junho de 2014.

A equipe de acrítica.com entrou em contato com um representante da Agecom, o qual informou que se pronunciará amanhã a respeito. A reportagem também tentou obter maiores informações sobre os valores e contratos, contudo, há dois dias o portal da Transparência do governo do Estado está fora do ar, impossibilitando pesquisas. 
Muraki e Jobast 
A empresa é investigada pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos a partir de contratos publicitários firmados entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e as empresas Jobast Produções Cinematográficas e Sistema de Comunicação Sol. 
Em março deste ano, a PF deflagrou a operação Sol Dourado, a partir da qual apreendeu 18 notas fiscais que podem ser “frias” na sede da Jobast, empresa que recebeu, só em 2011, R$ 11,4 milhões do estado em contratos celebrados com a Agência de Comunicação do Governo (Agecom). 
A ação foi realizada simultaneamente em Manaus e em Brasília (DF). À época, o delegado federal Domingos Sávio Pinzon Rodrigues informou que as notas podem ter sido usadas para “esquentar a contabilidade” da empresa Jobast Produções Cinematográficas, que tem como principal cliente o Governo do Estado do Amazonas. 
Ele explicou que várias notas fiscais referentes a serviços que deveriam ser prestados pela Jobast à UEA, com valor, em média, de R$ 500 mil, foram emitidas em nome da empresa Sistema de Comunicação Sol, a qual, segundo suspeita da PF, funciona só de fachada. 
O delegado também informou que a Jobast, por meio da Fundação Muraki, é detentora de contratos para a prestação de serviço especializado de tecnologia educacional direcionados aos projetos Proformar e Aprovar da UEA. Os dois contratos somam a quantia de R$ 15 milhões.


Propaganda irregular de José Serra em carro da prefeitura.


Dizer que se fosse paulista votaria Soninha pra prefeita é uma coisa, mas eu tenho que provr pra vocês o porquê eu não votaria em Serra.

Além de ser um modelo completamente esgota de governo para São Paulo, cada vez mais prova que não merece governar a capital paulista ou de nenhuma cidade do Brasil... é isso.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

10 motivos para escolher o Voto Distrital

 

Escolher fica mais fácil


Na eleição para deputado federal, analisar o perfil de cada um dos candidatos que se apresentam é uma missão quase impossível. Em São Paulo, na última eleição, havia 1131 nomes concorrendo às vagas na Câmara. Se um eleitor dedicasse uma hora para estudar o currículo de cada candidato, precisaria de 47 dias ininterruptos para concluir a análise. A quantidade de políticos que surge na TV pedindo votos com a velocidade de disparos de uma metralhadora mais confunde do que esclarece. No sistema de voto distrital, esse problema desaparece, já que cada partido pode apresentar apenas um candidato por distrito. Ou seja: na pior das hipóteses, o eleitor terá de comparar as propostas de 27 concorrentes — o número de legendas registradas hoje no Brasil. A tendência, no entanto, é que o número de candidatos competitivos seja ainda menor, equivalente ao de candidatos a prefeito. Com um horizonte de escolhas mais restrito, fica mais fácil para o eleitor tomar uma decisão bem pensada.

Quem elege, fiscaliza


Em 2010, uma pesquisa encomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral mostrou que, um mês depois da eleição, 22% dos brasileiros não faziam ideia do nome do candidato em que haviam votado para deputado federal. É um ciclo vicioso: o eleitor não se sente representado por nenhum parlamentar, por isso se esquece do nome dos políticos e, assim, abre mão do direito de fiscalizá-los. No sistema distrital, essa situação muda radicalmente, já que cada distrito passa a ter apenas um representante. Lembrar seu nome poderá ser tão automático quanto lembrar quem é o prefeito da cidade. Com isso, a fiscalização popular sobre os parlamentares começará, enfim, a funcionar. Cada deputado terá sobre ele os olhos de todo um distrito. O que ele fizer em Brasília terá grande repercussão em sua base — para o bem ou para o mal. “Com o voto distrital, os eleitores se sentem mais motivados para acompanhar a atuação do seu parlamentar, cobrar as suas promessas e pressioná-lo. O modelo reforça a percepção dos eleitores de que estão sendo de fato representados. Na democracia, isso não é pouca coisa”, diz o cientista político José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo.

A campanha fica mais barata


A vida no Brasil é cara, mas poucas coisas são tão caras por aqui quanto fazer uma campanha eleitoral. Em 2010, as 5100 pessoas que concorreram em todo o país a uma vaga na Câmara declararam gastos que, em conjunto, alcançaram 1 bilhão de reais (sem contar o caixa dois, claro). Entre os que se elegeram, o custo médio das campanhas ficou em 1 milhão de reais. As campanhas brasileiras são caras, porque, pelo sistema atual, cada candidato precisa disputar votos com todos os outros candidatos e em toda a extensão de seu estado. Há desde o custo com viagens e deslocamentos até os gastos com carros de som, bandeiras, adesivos, camisetas, cabos eleitorais e tudo o mais que possa ajudar o candidato a se destacar em meio à concorrência. Por esse motivo, é praticamente impossível chegar ao Parlamento sem uma estrutura milionária. E quem precisa de milhões de reais para se eleger fica sujeito a ter de defender os interesses de empresas camaradas que topam financiar empreitadas tão caras. Uma campanha milionária é o primeiro passo para corromper o eleito. No sistema distrital, os votos são disputados em um território delimitado, reduzido. Como o campo de batalha é restrito, os custos de campanha caem. E a independência dos eleitos aumenta.

Acaba o efeito Tiririca


A eleição de 2010 escancarou um dos maiores absurdos do sistema eleitoral brasileiro. Das 513 cadeiras da Câmara, apenas 36 foram ocupadas por políticos que chegaram lá com os próprios votos. Os outros 477 eleitos — 93% do total — conseguiram o mandato graças a votos dados a outros políticos ou às suas legendas. Isso ocorre por causa do quociente eleitoral. Ele estabelece que as cadeiras do Parlamento sejam divididas entre as siglas, e não entre os indivíduos mais votados. Por isso, um candidato pode perder a vaga para um concorrente que teve votação menor, dependendo do partido em que está. É uma confusão que desorienta o eleitor e faz com que os votos dados a um político sejam usados para eleger outro. Para tirarem vantagem dessa distorção, os partidos buscam lançar os chamados puxadores de votos — candidatos de escassas credenciais e farto apelo popular, como o palhaço Tiririca. Na última eleição, ele teve 1,3 milhão de votos em São Paulo. Garantiu a própria eleição e a de mais três “caronistas” que estavam em sua coligação. Com a adoção do voto distrital, essa farra acaba. Para se eleger deputado, o político terá de vencer a disputa no seu distrito sozinho, sem apelar para puxadores de votos ou coligações. Os parlamentares só serão eleitos com os próprios votos.

O gasto público diminui


Como uma mudança no sistema eleitoral pode ajudar a conter os gastos públicos? Simples: quando o Congresso está repleto de deputados que representam grupos de pressão organizados (sindicalistas, usineiros, empresários que só mamam no estado), a tendência é que eles façam de tudo para carrear recursos públicos para esse pessoal. Uma central sindical, por exemplo, pode tornar-se um verdadeiro tragadouro de verbas se contar com uma dúzia de deputados dispostos a ajudá-la na tarefa. É o que acontece hoje no Brasil. “Como o governo precisa de sustentação política, permite que os deputados enviem dinheiro público, por meio de emendas parlamentares, para saciar esses grupos de pressão organizados”, diz o cientista político Octavio Amorim Neto. Só neste ano, 7 bilhões de reais poderão ser repassados por esse caminho. Para os deputados, o cálculo é simples: se agradarem a um grupo restrito, terão dinheiro e votos suficientes para se reeleger, mesmo que para isso tenham de tomar atitudes que possam desagradar ao conjunto da sociedade. Já no sistema distrital, os congressistas não precisarão se preocupar com esses grupos organizados, mas apenas com os eleitores de suas bases. A demanda do Congresso por recursos públicos diminuirá. Um estudo internacional conduzido pelos economistas Torsten Persson e Guido Tabellini constatou a validade desse raciocínio: em países que usam o voto distrital, o gasto do governo em relação ao PIB é, em média, 9 pontos porcentuais menor que nos outros.

Os corporativistas perdem espaço

O sistema atual é feito sob medida para beneficiar candidatos que representam interesses de categorias como a dos sindicalistas. Eles se elegem às pencas para o Congresso, porque sabem tirar proveito do corporativismo. A ideia de que trabalhadores de determinado segmento profissional ou igreja estejam representados em Brasília é, evidentemente, legítima. O problema é a vantagem indevida que seus representantes têm sobre os demais candidatos, que não contam com o voto corporativista. No sistema distrital, o jogo volta a se equilibrar, já que, no caso de um candidato sindicalista, seus eleitores estariam geograficamente mais espalhados (uma vez que nem todos os filiados de um sindicato vivem em um mesmo distrito), o que diminuiria o poder de fogo da candidatura. O mesmo raciocínio vale para candidatos de base religiosa, como pastores evangélicos. “O deputado distrital tende a ser um político de maior envergadura por uma razão simples: ele precisa do apoio da maioria dos eleitores de seu distrito, e não apenas dos votos de um só segmento, cujo interesse é, por definição, estreito”, diz o cientista político Bolívar Lamounier. Estima-se que, se o voto distrital estivesse em vigor na última eleição, 35 sindicalistas e 21 políticos de base religiosa não teriam sido eleitos. 
 

As oligarquias se enfraquecem


Por motivos que vão dos mais justos aos menos republicanos, é enorme o número de políticos no Brasil que não me-dem esforços para fazer com que parentes — cônjuges, filhos, sobrinhos — também entrem para a política. Na maioria dos casos, essas tentativas têm como único objetivo perpetuar oligarquias. Integrantes de velhos clãs sempre contam com sobrenomes poderosos e dinheiro farto para se eleger. Dessa forma, fazem campanhas portentosas e conseguem reunir votos suficientes para obter um passaporte para a Câmara. No sistema distrital, eles continuariam fazendo campanhas ricas, mas teriam de disputar voto a voto com lideranças regionais, o que tornaria suas campanhas bem mais duras. Se o sistema distrital estivesse em vigor em 2010, 28 representantes de oligarquias políticas teriam tido muito mais dificuldade para ser eleitos para a Câmara.

Aumenta a força das capitais

 
Um dos efeitos pouco conhecidos do sistema eleitoral brasileiro é que, hoje, as capitais elegem poucos, pouquíssimos, representantes para a Câmara. A maioria dos deputados mantém bases restritas ao interior. Todos eles, no entanto, fazem campanha agressiva nas capitais de seus estados, onde vive a maior parte da população. Assim, os voto das capitais se distribuem entre dezenas ou centenas de candidatos. “O resultado é que, com a fragmentação da votação nas maiores áreas urbanas, poucos candidatos oriundos das capitais conseguem se eleger. Vai-se interiorizando, dessa forma, a representação, o que afasta o Legislativo dos interesses da parcela mais politizada, mais educada e mais reivindicante do eleitorado nacional”, diz o cientista político Amaury de Souza. Apenas quinze deputados federais eleitos pelo estado de São Paulo em 2010 tiveram mais de 50% dos votos na capital do estado. Se estivesse em vigor o modelo distrital, a representação da cidade de São Paulo teria de ser de 27 deputados — número de distritos que haveria na metrópole, respeitados os critérios de distribuição populacional. Assim como São Paulo, todas as demais capitais brasileiras ganhariam mais peso político com a mudança.

O Congresso é fortalecido

 
A experiência internacional demonstra que países com voto distrital têm um Congresso forte, com um comportamento independente em relação ao Executivo. Isso ocorre porque os parlamentares sabem que, se apenas cumprirem ordens do governo, terão problemas para se reeleger em suas bases. “No sistema distrital, o deputado precisa fazer mais esforço para se destacar”, diz Antônio Octávio Cintra, consultor da Câmara e professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais. De fato, como apenas um candidato é eleito por distrito, a corrida para o Legislativo repete a lógica da corrida à prefeitura: há embate eleitoral direto. Os candidatos apontarão o que consideram falhas ou fraquezas dos concorrentes. O eleitor passa, então, a levar em conta não apenas as características do seu candidato favorito, mas também as possibilidades que este tem de derrotar o político que ele não quer ver em Brasília. “O eleitor passa a votar também contra o candidato de quem não gosta. Há uma reorientação do eleitorado”, explica Cintra.

A corrupção reflui


Com base no “toma lá dá cá”, estabeleceu-se que política no Brasil funciona da seguinte forma: em troca do apoio necessário para aprovar projetos de lei e medidas provisórias, o governo oferece cargos à sua base no Congresso. Assim, para ocuparem espaços na máquina pública, os partidos não procuram técnicos gabaritados, mas gente que seja obediente à cúpula — o que inclui a disposição para, se necessário, contribuir a qualquer custo para o fortalecimento da legenda e, não raro, do seu caixa. O controle de cargos é visto como uma maneira de levantar recursos para custear campanhas, manter em alta o partido e perpetuar sua área de influência sobre o governo. O resultado, invariavelmente, é o aumento da corrupção. No sistema distrital, os eleitos estão menos subordinados à direção do partido do que aos eleitores de sua região. Para se reelegerem, o essencial será a lealdade para com sua base, e não para com os caciques. Estudos mostram que países com voto distrital têm 20% menos casos de corrupção do que países com voto proporcional com lista fechada. “Diferentes sistemas eleitorais têm efeitos diversos sobre o grau de corrupção. Casos como o do Brasil, com muitos candidatos apresentados em lista aberta e que competem em áreas demasiado vastas, estimulam a ilegalidade. A corrupção e a busca por um número gigantesco de votos andam de mãos dadas”, diz a cientista política Miriam Golden, da Universidade da Califórnia. Ela analisou a relação entre corrupção e sistemas eleitorais em 42 países. “Quando a campanha eleitoral tem de ser feita em regiões muito grandes e com vários partidos, os estímulos para obter recursos ilegais são mais fortes do que o medo das denúncias de adversários”, diz. Por último, mas não menos relevante, o voto distrital pode ser aplicado também a eleições estaduais e municipais, com todas as vantagens elencadas nesta reportagem.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Fez caixa 2? Fez, é crime? É, Mas ele não corrompeu ninguém...

De admnistradores.com


Começaram nesta segunda-feira (6) pela manhã as defesas dos réus do mensalão e o advogado do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, reafirmou a estratégia que já havia sido divulgada anteriormente. Conforme declarou em entrevistas há algumas semanas, a defesa confirmou que Delúbio operou um esquema de caixa 2 para o partido, tentando desviar assim o foco da acusação de corrupção ativa, pela participação no pagamento de propina a parlamentares.

"Delúbio não se furta a responder ao que é responsável. Ele operou caixa dois? Operou. É ilícito? É? Ele não nega. Mas ele não corrompeu ninguém", disse Arnaldo Malheiros Filho em sua sustentação no Supremo Tribunal Federal.

"O PT não podia fazer transferência bancária porque o dinheiro era ilícito mesmo", complementou Arnaldo.

 Opinião


Tem um cronista famoso que diz que o Brasil é o país da piada pronta, bem, com esta enorme piada acima o que tenho eu a dizer? Sempre me disseram que eu não tenho graça, e isso é ótimo, até porque eu creio que o mundo da política já tem palhaços demais...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

"Cidade universitária" será um grande "golpe"

Vista Geral do projeto da cidade universitária

 

Acima, legenda com as áreas da cidade, note que a universidade propriamente dita ocupa menos de 50% da área total do empreendimento (1, 2, 3, 4, 20 e 27), enquanto que a "área nobre", a orla e as áreas principais serão voltadas para o setor de hotelaria, comércio e serviços, além de condomínios residenciais. note que as áreas 6, 7, 8, 9, 21, 22 e 24, que ocupam as áreas mais nobres e de acesso fácil serão utilizadas para concessões, um investimento público valioso que a longo prazo beneficiará o setor privado com um valor ainda maior do que o investido, e tudo isso com dinheiro público, um negócio da China. 

Abaixo, parte da área que será construída e vendida.


 Acima, circulada pela linha vermelha a área da orla que será explorada por condomínios e hotéis.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Entenda sobre os escândalos na SEDUC, e sobre a escolha do novo secretário.

Após a queda de Gedeão Amorim, noticiada em primeira mão pelo Blog Megafone ou Bala, o clima não anda dos melhores na Secretaria Estadual de Educação, uma nova denúncia de corrupção e a indecisão na escolha do substituto de Gedeão ajudam a piorar o clima.

Gedeão Amorim, que ocupava o cargo desde 2010, quando a ex-secretária, Cínthia Régis, morreu na queda de um avião monomotor, no trajeto de Maués para Manaus, abriu mão do cargo para não ter que responder às denúncias de que estaria pressionando funcionários do alto escalão do órgão a apoiar o candidato a vereador escolhido por Gedeão, Everaldo Martins(PV).

Confira o vídeo que derrubou o secretário Gedeão Amorim.


Após a queda de Gedeão, e em meio a denúncias de corrupção, a SEDUC passou a ser liderada pela secretária-executiva do órgão, Sirlei Alves. Sirlei foi acusada de liberar mais de 100 contratos sem licitação com a empresa de Engenharia de seu marido, Luís Carlos, contratos que seriam para a manutenção e reformas de escolas da rede pública estadual de ensino.

Sirlei também foi acusada de manter sua filha no órgão de logística da SEDUC sem ter vínculo empregatício.

O substituto(a)


Após essa sucessão de escândalos envolvendo a secretaria, que administra um orçamento na ordem de 1,3 bilhão, surgem 2 nomes fortes para a sucessão de Sirlei Alves, um deles é o da Superintendente do CETAM, Joelda Amorim, que já tem experiência na administração pública e também na área educacional

Um segundo nome para o cargo, mesmo depois de Omar Aziz dar declarações dizendo que a escolha do próximo secretário seria técnica, é o do Deputado Estadual, do PT, Sinésio Campos, professo de Filosofia mas que não atua há muitos anos na área, já foi líder do ex-governador Eduardo Braga, na ALE-AM.

Bomba para desarmar


Após assumir, o próximo secretário terá logo a primeira bomba para desarmar, além dos contratos de Sirlei que serão investigados, cerca de 400 professores da SEDUC prometem fazer uma paralisação de 24 horas no dia 03 de Agosto. Segundo os professores, eles estão trabalhando mais do que as 40 horas semanais estipuladas por lei.