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sábado, 10 de novembro de 2012

O espanto foi banido


Texto brilhante, do Blog do Noblat

"O espanto foi banido". Por Ruy Fabiano 

O ex-presidente Lula, segundo os jornais, teria protagonizado há dias mais um ineditismo: aconselhado a presidente Dilma Roussef a não comparecer à posse do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa.

Seria uma retaliação ao comportamento considerado hostil do relator do mensalão aos petistas. Como Lula não a desmentiu, a notícia, embora inimaginável, foi tida por verdadeira.

Felizmente, a presidente, ao que parece, não acatará o conselho - e nem pode: nem o cargo que ocupa, nem o que ocupará o ministro Joaquim Barbosa podem ser contaminados por idiossincrasias de qualquer espécie, em hipótese alguma.

Acima de ambos, há as instituições que presidem. Dilma chefia um Poder, o Executivo, e Barbosa outro, o Judiciário, que, segundo a Constituição, além de independentes, devem ser harmônicos. Em circunstâncias normais, tal informação jamais seria publicada. Morreria nas mãos do diretor de redação, por absurda.

Mas, nos tempos que correm, não apenas é verossímil como acaba sendo publicada com destaque, lida e comentada até com certo tédio. O espanto foi banido da cena política.

O julgamento do mensalão expõe o desprezo institucional com que Lula e o PT se comportam diante de um Poder da República. O que já se declarou sobre a mais alta Corte de Justiça do país, desde o início do julgamento do mensalão, é inacreditável.

O STF já foi acusado de estar a serviço “de uma elite suja”, e de seus ministros estarem jogando para a plateia. Até o televisionamento direto das sessões, antes considerado um gesto de transparência, foi tido por antidemocrático.

O PT confunde partido com governo - e governo com Estado. Lula, quando assumiu a presidência, mandou desenhar na grama do Palácio da Alvorada – um bem público – a figura da estrela do PT e pintá-la de vermelho. Já não era mais um palácio do Brasil, mas de um partido. Essa visão distorcida explica o que ocorre.

No final de setembro, o senador Jorge Viana (AC) ocupou a tribuna do Senado para destilar sua verrina contra o Supremo. Considerou um absurdo que ministros nomeados pelo governo do PT “votassem contra o PT”, como se lá estivessem cumprindo missão partidária. A declaração por inteiro é esta: “Só não vale nossos governos indicarem ministros do Supremo, e eles chegarem lá e votarem contra por pressão da imprensa”, disse ele. Sobrou, como de costume, para os jornais.

Mesmo os réus já condenados tecem considerações críticas sobre a Corte que os condenou, esquecidos de que a condição de condenados, dentro do devido processo legal, lhes retira qualquer autoridade para se manifestar sobre o delito que cometeram. 

Para tanto, dispuseram de advogados, aliás do primeiro time, que expuseram seus argumentos, mas, dentro do rito judiciário, não convenceram. Mesmo assim, estabeleceu-se a inversão dos papéis: os réus passaram a julgar os juízes – e a condená-los. Os exemplos são muitos; vejamos alguns.

José Genoíno diz que seu julgamento não foi isento. Ora, se não foi isento, não há outra hipótese: foi desonesto. Não há meia gravidez. Já José Dirceu escreveu em seu blog que “a sede” do STF em condená-lo “mostra total desconsideração às provas contidas nos autos e que atestam minha inocência”.

Ora, um tribunal que tem “sede de condenação” é um tribunal injusto – e, portanto, de exceção. Mas não é só: o deputado Paulo Rocha, depois de declarar que “ninguém está negando que houve os empréstimos fraudulentos, os repasses” (e já podia parar por aí), protesta, indignado: “mas não teve compra de votos, foi para pagar conta de campanha.” Ah, bom.

O PT, por sua vez, anunciara que faria uma manifestação pública contra o Supremo. Foi desaconselhado por Lula, mas não por razões institucionais – e sim de ordem pragmática. Poderia não causar boa impressão ou agravar as condenações.

O que preocupa, em tal contexto, é a circulação de outro rumor: de que a próxima nomeação para o STF, na vaga do ministro Ayres Britto, que se aposenta semana que vem, recairia sobre um companheiro, que lá cumpriria missão partidária.

Fala-se no advogado Beto Vasconcelos, de 35 anos, que exerceu o ofício por apenas três anos e cuja maior credencial seria a de ser filho de um ex-companheiro de luta armada da presidente.

Beto pode até ser um gênio, mas não preenche o quesito de “notório saber jurídico”, até porque, até aqui, ninguém o notou, dentro ou fora da comunidade jurídica. Notório saber não é uma abstração: implica reconhecimento público, um caminho já percorrido. Não é notoriamente o caso.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

É cilada, Barbosa!

Do Radar on-line


Joaquim: isca mordida

Joaquim Barbosa, na avaliação da turma que gravita em torno de José Dirceu, mordeu a isca. Ou seja, começou a discutir publicamente com Dirceu, dando um discurso para o mensaleiro. Numa palavra, respondeu a um réu.

Ontem, Barbosa criticou José Dirceu por “comportamento incompatível com a condição de condenado e com o respeito que deveria demonstrar para com órgãos jurisdicionais perante o qual responde por acusações de rara gravidade”.

Hoje, Dirceu reagiu, acusando Barbosa de “puro populismo jurídico”. Agora, o mensaleiro espera que Barbosa reaja novamente.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mensalão: O dinheiro que não vai voltar

Do Blog da Floresta

A revista Veja destaca que a condenação dos principais mensaleiros pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pulverizou o argumento, amplamente usado por petistas, de que não passavam de “piada de salão” as denúncias de que deputados recebiam mesada para apoiar o recém-eleito governo Lula.

Ao confirmar que 25 réus terão de pagar pelo rosário de crimes do mensalão, alguns deles cumprindo pena atrás das grades, a mais alta corte do país também começou a discutir como devolver aos cofres públicos ao menos uma parte do dinheiro desviado. Essa reparação está prevista em lei, mas as ferramentas para alcançá-la não são das mais eficazes. O caminho para reaver os recursos será árduo e pode terminar em frustração.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Um olhar sobre 2014

Com a vitória do PSDB de Arthur Neto em Manaus, e a derrota do mesmo PSDB em São Paulo, o eixo de atuação da política nacional do PSDB muda completamente até as próximas eleições presidenciais.

O PSDB que até então dominava importantes capitais como São Paulo e Curitiba, passa a ter capitais menores como Manaus e Belém, enquanto o PT se fortalece muito em relação ao número de prefeituras.

Junto ao PT, o PSB e o PMDB também crescem, a oposição se torna obrigada a rever seus conceitos devido a uma estratégia petista que vem de cima. Como a predominância política no sul e sudeste do país fosse repartida entre tucanos, o PT se viu obrigado a concentrar investimentos nessas regiões do país, deixando as outras regiões do país de lado. A estratégia petista de "ganhar" no sul e sudeste deu certo, porém é uma faca de dois gumes.

Junto ao PSDB, importantes aliados tem a função de ajudar a oposição. São eles PSOL, DEM e PPS, partidos menores mas que juntos ao tucanato são vitais na estratégia do PSDB para 2014, se este quiser fazer frenta à reeleição para o quarto mandato do PT.

O papel de Manaus


Com a eleição de Arthur Neto, Manaus torna-se portanto a maior cidade do país governada pelo PSDB, e segunda capital do país governada por partidos de oposição atrás apenas de Salvador de ACM Neto.

Manaus é estratégica por isso, é a principal capital do norte do país, é uma das cidades que vai receber a copa do mundo de futebol de 2014, e está sendo governada por um político que quando senador foi o líder da oposição ao governo Lula durante 8 anos.

Manaus revelou que mesmo contra um candidato que tinha em seu palanque o apoio de Dilma e Lula, o PSDB foi capaz de vencer por uma vantagem expressiva com a figura de Arthur Neto, o que mostra que o mapa do poder petista no país se focaliza no sul e o PSDB precisará usar da "força do norte" para se reerguer e montar sua estratégia para 2014.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Comício de Arthur Neto e Aécio Neves em Manaus atraiu 3 vezes mais público do que comício Vanessa Grazziotin e Dilma Roussef


Na noite de ontem (24), foi realizado em Manaus o último comício da campanha do ex-senador Arthur Neto, candidato do PSDB à prefeitura de Manaus. O comício do tucano contou com a presença da liderança nacional do PSDB Aécio Neves, que é senador pelo estado de Minas Gerais e um dos mais cotados para a disputa presidencial de 2014. Outros políticos de destaque que estiveram presentes foram o deputado federal Romário (PSB), o deputado federal e presidente nacional do PSDB Sérgio Guerra, e o ex-prefeito de Manaus Serafim Corrêa.

Segundo matéria do Jornal Acrítica, principal jornal impresso de Manaus, o comício reuniu cerca de 30 mil pessoas, o triplo do que reuniu o comício de Vanessa Grazziotin, adversária de Arthur, com a participação da Presidente Dilma na segunda-feira (22) e mesma quantidade de público que o comício de Lula e Vanessa, ainda no primeiro turno.

O comício foi encarado por muitos como o início da corrida para a presidência do Brasil em 2014, e pelo menos ao que parece, iniciou-se com vantagem para o PSDB num dos principais redutos de voto dos petistas, já que Dilma obteve no Amazonas mais de 70% dos votos em 2010, quantidade parecida a de Lula em 2006, nas duas oportunidades o PT derrotou o PSDB nacionalmente.

Vale lembrar também, que o candidato tucano Arthur Neto, segundo as últimas pesquisas eleitorais, deve ter em torno de 70% dos votos válidos no dia 28, se tornando prefeito da principal capital do norte do país, e que promete ser um importante aliado de Aécio daqui a 2 anos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Dilma usa avião presidencial para vir a comício de Vanessa Grazziotin em Manaus


Pode isso? Usar veículo oficial do governo para participar de um evento que não está na agenda presidencial, e que mesmo que seja pago o combustível, ainda há gastos com os funcionários públicos que estão sendo empregados para a realização do vôo e a manutenção da aeronave nesse período. Esse gasto será devolvido aos cofres públicos?

domingo, 21 de outubro de 2012

A salvação de Vanessa

Do Portal do Holanda

A presidente Dilma não confirmou, mas pode vir a Manaus nesta segunda-feira.Chegará com a difícil missão de mudar a história de um jogo praticamente perdido. A sete dias da eleição, a candidata Vanessa Grazziotin corre lentamente, e enquanto sobe a ladeira vê seu adversário se aproximando da linha de chegada. Esperançosos e em busca de uma saída, os governistas vêem na presença da presidente o combustível capaz de empurrar Vanessa rumo a vitória. 
O QUE ELES NÃO APRENDERAM 
A eleição de 2010 para o governo do Estado, somente em Manaus, deu a Omar Aziz 562.448 votos, contra 182.767 de Alfredo Nascimento, mesmo com o então presidente Lula pedindo votos para Alfredo, e Dilma, candidata a presidente, fazendo coro com ele, o que mostra que apesar do carisma de Lula e Dilma, o poder que eles têm de transferir voto é pequeno.

O post é bem auto-explicativo, ninguém ignora a grande aprovação de Dilma e Lula, mas a capacidade de transferêncai de votos é muito limitada frente aos masi de 200 mil votos que a candidata do partido comunista precis apara virar essas eleições.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Comparar Getúlio Vargas a Lula é um insulto à memória do Presidente suicida.

Do Blog do Simão Pessoa
Augusto Nunes
Uma nota oficial encomendada por Lula, redigida por Rui Falcão e subscrita por seis presidentes de partidos governistas comunicou à nação ─ no meio do palavrório que enfileira falsidades, safadezas e vigarices ─ que está em curso uma trama política semelhante à que resultou no suicídio de Getúlio Vargas.

Conversa fiada, resumiu o comentário de 1 minuto para o site de VEJA.

Só um ajuntamento de palermas, oportunistas e casos de polícia conseguiria vislumbrar conspiradores em ação nos três partidos oposicionistas mais dóceis da história.

Só um bando de cretinos fundamentais ousaria confundir Aécio Neves com Carlos Lacerda, Geraldo Alckmin com Afonso Arinos ou tucanos em sossego no poleiro com militares sublevados nos quartéis.

E apenas sócios remidos do clube dos cafajestes se atreveriam a comparar Luiz Inácio Lula da Silva a Getúlio Dornelles Vargas.

Coerentes com a folha corrida de cada um, os signatários do besteirol fuzilaram sem clemência, e sem vestígios de rubor na face, a memória do gaúcho que governou o Brasil por quase 20 anos.

“Querem fazer comigo o que fizeram com Getúlio Vargas”, recita o palanque ambulante sempre que se mete em enrascadas de grosso calibre.

“Assim foi em 1954, quando inventaram um ‘mar de lama’ para derrubar o presidente Vargas”, reincidiram nesta quinta-feira os carrascos da verdade escalados para o espetáculo da vassalagem.

Alguém precisa contar-lhes aos gritos que foi o próprio Getúlio quem usou pela primeira vez a expressão “mar de lama”.

Alguém precisa ordenar-lhes aos berros que parem de estuprar os fatos para fabricar mentiras eleitoreiras.

Na versão malandra do PT e seus parceiros alugados, a procissão de escândalos que afronta os brasileiros honestos desde a descoberta do mensalão não passa de invencionice dos netos da UDN golpista, que se valem de estandartes moralistas para impedir que outro pai dos pobres se mantenha no poder.

Se a oposição não sofresse de afasia medrosa, a confraria dos 171 já teria aprendido que não há qualquer parentesco entre os dois Brasis.

E não se animaria a inventar semelhanças entre figuras antagônicas.
Em agosto de 1954, Getúlio Vargas era sistematicamente hostilizado por adversários que negavam até cumprimentos protocolares ao ex-ditador que voltara ao poder pela rota das urnas.

Não há uma única foto do presidente ao lado de Carlos Lacerda.

Passados quase 60 anos, Lula e Dilma lidam com adversários que fizeram a opção preferencial pela covardia e inventaram a oposição a favor.

Muitos merecem cadeiras cativas na Irmandade dos Amigos do Cara, dirigida por velhas abjeções que Lula combateu até descobrir que todos nasceram uns para os outros.

Há 58 anos, surpreendido por delinquências praticadas às suas costas, acuado pela feroz oposição parlamentar, sitiado por ódios decorrentes dos horrores do Estado Novo, desafiado por oficiais rebeldes, traído por comandantes militares, abalado pela deserção dos aliados, Getúlio preferiu a morte à capitulação humilhante.

No Ano 10 da Era da Mediocridade, o Grande Pastor do rebanho lulopetista só é ameaçado pelo Código Penal, por um STF disposto a cumprir a lei e pela incapacidade de aceitar imposições do destino.

Neste começo de primavera, o que se vê é um populista que se nega a encarar a aproximação do inverno.

Os truques do animador de comício não surpreendem mais ninguém.

Tornaram-se enfadonhos. 

Lula é uma caricatura de si próprio.

É uma lenda precocemente no ocaso.

Daqui a algum tempo, será um asterisco nos livros de história que nunca leu.

Getúlio perdeu a disposição de resistir ao constatar que, sem saber, convivera com criminosos.

Na última reunião do ministério, foi defendido por figuras como Oswaldo Aranha e Tancredo Neves.

Lula defendeu a permanência de Antonio Palocci e José Dirceu no primeiro escalão infestado de corruptos.

E tenta o tempo todo livrar da cadeia bandidos de estimação para mantê-los a seu lado.

Depois de tentar inutilmente adiar o julgamento do mensalão, faz o que pode para pressionar ministros que nomeou, desqualificar a Justiça e impedir a consumação do castigo.

Há uma semana, o protetor de pecadores foi empurrado para o meio do pântano pelas revelações de Marcos Valério divulgadas por VEJA.

Em vez de rebater as acusações e interpelar judicialmente o acusador, o mais loquaz dos palanqueiros emudeceu.

Entre amigos, gasta a voz debilitada em insultos a ministros do Supremo, mensaleiros trapalhões ou advogados ineptos ─ e promete, de meia em meia hora, vinganças tremendas.

Em público, pede votos para candidatos amigos e calunia concorrentes.

O suicídio de Vargas, reiterei há um ano, foi um ato de coragem protagonizado pelo político que errou muito e cometeu pecados graves, mas nunca transigiu com roubalheiras, nunca barganhou com assaltantes de cofres públicos nem foi coiteiro de ladrões.

Lula fez da corrupção endêmica um estilo de governo e um instrumento de poder.

O tiro disparado na manhã de 24 de agosto de 1954 atingiu o coração de um homem honrado.

Um saiu da vida para entrar na história.

Outro ficará na história como quem caiu na vida.

Getúlio matou-se por ter vergonha na cara.
 
Lula morrerá sem saber o que é isso.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O último mensaleiro: Lula, Marcos Valério e as fitas


Do Blog do Noblat

Dá-se a prudência como característica marcante dos mineiros.

Teria a ver, segundo os estudiosos, com a paisagem das cidadezinhas de horizonte limitado, os depósitos de ouro e de pedras preciosas explorados no passado até se esgotarem, e a cultura do segredo e da desconfiança daí decorrente.

Não foi a imprudência que afundou a vida de Marcos Valério. Foi Roberto Jefferson mesmo ao detonar o mensalão.

Uma vez convencido de que o futuro escapara definivamente ao seu controle, Valério cuidou de evitar que ele se tornasse trágico.

Pensou no risco de ser morto. Não foi morto outro arrecadador de recursos para o PT, o ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André?

Pensou na situação de desamparo em que ficariam a mulher e dois filhos caso fosse obrigado a passar uma larga temporada na cadeia. E aí teve uma ideia.

Ainda no segundo semestre de 2005, quando Lula até então insistia com a lorota de que mensalão era Caixa 2, Valério contratou um experiente profissional de televisão para gravar um vídeo.

Poderia, ele mesmo, ter produzido um vídeo caseiro. De princípio, o que importava era o conteúdo. Mas não quis nada amador.

Os publicitários de primeira linha detestam improvisar. Valério pagou caro pelo vídeo do qual fez quatro cópias, e apenas quatro.

Guardou três em cofres de bancos. A quarta mandou para uma das estrelas do esquema do mensalão, réu do processo agora julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Renilda, a mulher dele, sabe o que fazer com as três cópias. Se Valério for encontrado morto em circunstâncias suspeitas ou se ele desaparecer sem dar notícias durante 24 horas, Renilda sacará dos bancos as três cópias do vídeo e as remeterá aos jornais O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo.

(Sorry, VEJA!)

O que Valério conta no vídeo seria capaz de derrubar o governo Lula se ele ainda existisse, atesta um amigo íntimo do dono da quarta cópia.

Na ausência de governo a ser deposto, o vídeo destruiria reputações aclamadas e jogaria uma tonelada de lama na imagem da Era Lula. Lama que petrifica rapidinho.

A fina astúcia de Valério está no fato de ele ter encaminhado uma cópia do vídeo para quem mais se interessaria por seu conteúdo. Assim ficou provado que não blefava.

Daí para frente, sempre que precisou de ajuda ou consolo, foi socorrido por um emissário do PT. Na edição mais recente da VEJA, Valério identifica o emissário: Paulo Okamotto.

Uma espécie de tesoureiro informal da família Lula da Silva, Okamotto é ligado ao ex-presidente há mais de 30 anos.

No fim de 2005, um senador do PT foi recebido por Lula em seu gabinete no Palácio do Planalto. Estivera com Valério antes. E Valério, endividado, queria dinheiro. Ameaçava espalhar o que sabia.

Lula observou em silêncio a paisagem recortada por uma das paredes envidraçadas do seu gabinete. Depois perguntou: "Você falou sobre isso com Okamotto?"

O senador respondeu que não. E Lula mais não disse e nem lhe foi perguntado. Acionado, Okamotto cumpriu com o seu dever. Pulou-se outra fogueira. Foram muitas as fogueiras.
Uma delas foi particularmente dramática.

Preso duas vezes, Valério sofreu certo tipo de violência física que o fez confidenciar a amigos que nunca, nunca mais voltará à prisão. Prefere a morte.

Valério acreditou que o prestígio de Lula seria suficiente para postergar ao máximo o julgamento do processo do mensalão, garantindo com isso a prescrição de alguns crimes denunciados pela Procuradoria Geral da República.

Uma eventual condenação dele seria mais do que plausível. Mas cadeia? E por muito tempo?
Impensável!

Pois bem: o impensável está se materializando. E Valério está no limiar do desespero.

Lula pode tirar Vanessa do Segundo turno

Do Blog da Floresta:


Manaus entra na rota da Acão Penal 470, popularmente conhecido por Mensalão com a chegada nesta quarta-feira, a Manaus, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado pelo publicitário Marcos Valério e Revista Veja como o chefe do esquema que desviou milhões dos cofres públicos para a compra de apoio de deputados federais. A intenção de Lula é pedir voto a candidata a Prefeitura pelo PCdoB, senadora Vanessa Grazziotin, pode se transformar em mais uma estratégia de desespero, pois jornalistas e assessores estão atentos para saber quem pagará a viagem, já que o presidente não tem direito a avião em viagens particulares, principalmente em serviços eleitoreiros. O Mensalão se tornou explosivo depois que a Veja da semana publicou declaração de Marcos Valério, dizendo que:“O PT me fez de escudo, me usou como um boy de luxo. Mas agora vai todo mundo paro o ralo”. O Noblat, em seu blog, destacou também que “Valério acreditou que o prestígio de Lula seria suficiente para postergar ao máximo o julgamento do processo do mensalão”, garantindo com isso, segundo o blogueiro, a prescrição de alguns crimes denunciados pela Procuradoria Geral da República, o que não se consumou, embora Lula tenha “forçado a barra”, não obtendo sucesso em sua jogada.
A imprensa nacional procura ouvir Lula para esclarecer os fatos, não obtendo êxito até agora. Em Manaus, Lula vai participar nesta quarta, 19, de um comício da candidata Vanessa Grazziotin e tentar minar a liderança de Artur Neto. A liderança de Artur está gerando descontentamento nas fileiras petistas

Lula está vivendo o que talvez seja o pior momento de um ex-presidente desde Collor, envolvido até o último fio de cabelo com o mensalão, Lula traz para Manaus toda a carga negativa do pior lado do PT, e para mim e muitas pessoas é a última pá de terra para aferir à candidatura de Vanessa Grazziotin o nome de candidatura apoiada por Amazonino e de mensaleiros.

A vinda de Lula para Manaus pode, e deveria ter, resultado negativo, afinal, o apoio de um mensaleiro nunca deveria ser bem-vindo em uma país honesto e de eleitores esclarecidos, infelizmente existe a probabilidade de aumentar os votos da candidata, a menos que Lula seja incluído entre os réus do mensalão.

domingo, 19 de agosto de 2012

PC do B e PT estão incomodados com propaganda de Arthur que chama Omar de "amigo", sem razão.

Do portal do holanda: 


A referência que o material de propaganda do candidato Artur Neto (PSDB) faz ao governador Omar Aziz foi encarada pelos comunistas e petistas como uma provocação. No impresso em que apresenta suas propostas para a cidade de Manaus, o texto destaca que Artur é amigo do governador. Os impressos foram distribuídos ontem durante encontro dos jovens tucanos. Artur tem lembrado a Canção da América, de Milton Nascimento, cujo verso principal exalta a amizade e ressalta que "Amigo é coisa para se guardar ...".

Não só é verdade que Omar e Arthur são amigos, como nas eleições passadas, em muitos municípios arthur caminhou com Omar, sem falar que foi Arthur Virgílio que livrou Omar Aziz da CPI da pedofilia, onde a condenação de Omar era quase certa, e Arthur o defendeu de forma ferrenha. 

sábado, 18 de agosto de 2012

Mensaleiro, eu? mas eu só fiz caixa 2!

Sou bandido com muito orgulho, de Clóvis Rossi para o jornal Folha de S. Paulo



Mesmo tendo perdido a inocência faz um século ou mais, não consigo conter meu espanto com o fato de que "bandidos" se orgulhem publicamente de sua delinquência, ainda por cima no plenário da que era antanho chamada de "augusta corte". 
Explico: a moda do caso mensalão é os advogados confessarem que seus clientes praticaram o disseminado esporte do caixa 2. Dinheiro "ilícito", chegou a dizer um deles. 
Meu espanto não vem precisamente desse fato, porque não é novidade. O grande e indiscutido líder do partido que maior número de réus forneceu ao caso (24 dos 37), Luiz Inácio Lula da Silva, já havia dito, logo que o escândalo estourou, que seu partido fizera o que todo o mundo fazia, o tal caixa 2. 
O que me espanta é a banalização desse crime. Não é trivial, ao contrário do que pretendem fazer crer os réus e seus advogados. Caixa 2 "é coisa de bandido", já decretou, faz tempo, o "deus" dos advogados, Márcio Thomaz Bastos, quando usava a veste de chefe da Polícia Federal, como ministro da Justiça, e não a toga com a qual se apresenta no STF, agora como advogado defensor de um dos envolvidos no caso dos "bandidos". 
Caixa 2, além de coisa de bandidos, implica necessariamente sonegação fiscal. Sonegação fiscal é crime grave em qualquer circunstância, mas muito mais ainda quando praticada por funcionários públicos, como o são ou foram os réus, na sua grande maioria. 
Se o Brasil fosse sério, seria ridículo debater se houve ou não uso de dinheiro público no caso. Houve -- e confessado. Quando funcionários públicos praticam sonegação, estão desviando dinheiro público que poderia ser usado para um hospital, uma escola, uma ponte, o diabo, em vez de adubar contas particulares. 
Da mesma forma, seria ridículo, se o Brasil fosse sério, discutir se houve ou não um mensalão. Afinal, está confessada por alguns dos réus a compra de parlamentares. Se em suaves prestações mensais ou não, a forma é o que menos importa. Importa a compra, igualmente confessada. Os acusados alegam é que o dinheiro não foi para comprar votos, mas para pagar dívidas de campanha. Não importa o destino final do dinheiro, até porque ele não vem carimbado com uma fitinha dizendo "este suborno destina-se exclusivamente a pagar dívidas de campanha". 
A confissão acaba sendo pior do que a acusação: comprou-se não um dado voto, mas o parlamentar inteiro, o que é infinitamente mais grave. 
Repito: não se trata de denúncia da oposição, do procurador-geral da República, da mídia dita "golpista", mas de afirmações de ilustres membros do esquemão. 
Confessam orgulhosamente a pratica de bandidagem, para usar a palavra do mais ilustre dos advogados envolvidos no caso, na expectativa de, ao confessarem um crime supostamente menor e supostamente prescrito, se livrarem de penas maiores. 
Ou, posto de outra forma: aceitam ser chamados de "bandidos", mas não querem ser "quadrilheiros". 
Vê-se que, no Brasil, Al Capone não iria preso porque o único crime pelo qual foi apanhado --sonegação fiscal-- por aqui não dá cadeia, dá orgulho.

Opinião


Não é só tão somente ridículo o fato de os mensaleiros, admitindo o roubo, dizerem que são inocentes (Oh, eu fiz caixa 2 mas sou inocente) como o fato da sociedade ignorar sumariamente o fato de este partido ainda permanecer no governo mesmo depois de estar amplamente envolvido no esquema e ainda mais, envolvido na tentativa de esfriar o julgamento ou abafá-lo. 

Que o Brasil é o país da impunidade nós já sabemos, mas some-se a isso a inércia popular e você pode ter qualquer ditadura, mesmo uma não declarada. 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Fez caixa 2? Fez, é crime? É, Mas ele não corrompeu ninguém...

De admnistradores.com


Começaram nesta segunda-feira (6) pela manhã as defesas dos réus do mensalão e o advogado do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, reafirmou a estratégia que já havia sido divulgada anteriormente. Conforme declarou em entrevistas há algumas semanas, a defesa confirmou que Delúbio operou um esquema de caixa 2 para o partido, tentando desviar assim o foco da acusação de corrupção ativa, pela participação no pagamento de propina a parlamentares.

"Delúbio não se furta a responder ao que é responsável. Ele operou caixa dois? Operou. É ilícito? É? Ele não nega. Mas ele não corrompeu ninguém", disse Arnaldo Malheiros Filho em sua sustentação no Supremo Tribunal Federal.

"O PT não podia fazer transferência bancária porque o dinheiro era ilícito mesmo", complementou Arnaldo.

 Opinião


Tem um cronista famoso que diz que o Brasil é o país da piada pronta, bem, com esta enorme piada acima o que tenho eu a dizer? Sempre me disseram que eu não tenho graça, e isso é ótimo, até porque eu creio que o mundo da política já tem palhaços demais...

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Entenda sobre os escândalos na SEDUC, e sobre a escolha do novo secretário.

Após a queda de Gedeão Amorim, noticiada em primeira mão pelo Blog Megafone ou Bala, o clima não anda dos melhores na Secretaria Estadual de Educação, uma nova denúncia de corrupção e a indecisão na escolha do substituto de Gedeão ajudam a piorar o clima.

Gedeão Amorim, que ocupava o cargo desde 2010, quando a ex-secretária, Cínthia Régis, morreu na queda de um avião monomotor, no trajeto de Maués para Manaus, abriu mão do cargo para não ter que responder às denúncias de que estaria pressionando funcionários do alto escalão do órgão a apoiar o candidato a vereador escolhido por Gedeão, Everaldo Martins(PV).

Confira o vídeo que derrubou o secretário Gedeão Amorim.


Após a queda de Gedeão, e em meio a denúncias de corrupção, a SEDUC passou a ser liderada pela secretária-executiva do órgão, Sirlei Alves. Sirlei foi acusada de liberar mais de 100 contratos sem licitação com a empresa de Engenharia de seu marido, Luís Carlos, contratos que seriam para a manutenção e reformas de escolas da rede pública estadual de ensino.

Sirlei também foi acusada de manter sua filha no órgão de logística da SEDUC sem ter vínculo empregatício.

O substituto(a)


Após essa sucessão de escândalos envolvendo a secretaria, que administra um orçamento na ordem de 1,3 bilhão, surgem 2 nomes fortes para a sucessão de Sirlei Alves, um deles é o da Superintendente do CETAM, Joelda Amorim, que já tem experiência na administração pública e também na área educacional

Um segundo nome para o cargo, mesmo depois de Omar Aziz dar declarações dizendo que a escolha do próximo secretário seria técnica, é o do Deputado Estadual, do PT, Sinésio Campos, professo de Filosofia mas que não atua há muitos anos na área, já foi líder do ex-governador Eduardo Braga, na ALE-AM.

Bomba para desarmar


Após assumir, o próximo secretário terá logo a primeira bomba para desarmar, além dos contratos de Sirlei que serão investigados, cerca de 400 professores da SEDUC prometem fazer uma paralisação de 24 horas no dia 03 de Agosto. Segundo os professores, eles estão trabalhando mais do que as 40 horas semanais estipuladas por lei.

domingo, 22 de julho de 2012

Os 7 erros pré-eleitorais em Manaus: Erro nº4: O PT e o coadjuvantismo

O PT e o coadjuvantismo por convicção


O que tem de bom?

Bem, o PT vai ficar muito bem diante dos olhos do governador, afinal, manteve-se fiel e servil, esperou a ordem do governador sobre quem apoiar e quem obedecer, no caso da candidata apoiada pelo governador ser eleita o PT pode ter algumas secretarias, e com isso lucrar alguns cargos com a fidelidade.

Quem perde?

O PT, e os manauaras que perderam uma boa opção nas urnas...

COADJUVANTISMO


É, o nome é feinho assim mesmo, mas reflete bem o que o PT tem passado nessa eleição, significa persistência em permanecer sempre como figurante, e nunca como ator principal. O PT tinha bons nomes para concorrer à prefeitura, entre eles o Deputado Federal mais votado no pleito de 2010, Praciano, eleito com mais de 100 mil votos, além do deputado estadual José Ricardo que é muito bem aceito pela população por sua atuação coerente na Assembleia Legislativa. Ambos tinham uma chance, ainda que mínima, de serem bem votados e quiçá chegar ao segundo turno, mas o PT renunciou a essa possibilidade em troca da fidelidade ao governador, e de alguns cargos... pois é.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Corrupção, corrupção, corrupção...

Do Diário do Amazonas:
Marta Suplicy se recusa comentar prisão de ex-chefe de gabinete


A senadora Marta Suplicy (PT-SP) se recusou hoje a comentar a prisão de seu ex-chefe de gabinete e assessor de campanha Mário Moysés, juntamente com 37 outros servidores do Ministério do Turismo, acusados de envolvimento num esquema de desvio de verbas públicas. A senadora tentou se proteger do assédio de jornalistas durante toda a tarde.




Do Jornal O Globo
Polícia Federal prende 38 pessoas do Ministério do Turismo
BRASÍLIA - A Polícia Federal expediu 38 mandados de prisão nesta terça-feira contra pessoas suspeitas de desviar recursos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. Até o momento, 35 pessoas foram presas. O secretário-executivo da pasta, Frederico Silva da Costa, é um dos detidos na operação batizada de Voucher, realizada em Brasília (DF), São Paulo (SP) e Macapá (AP). A PF também apreendeu R$ 664 mil em dinheiro.

A Operação Voucher pode inviabilizar a candidatura da deputada Fátima Pelaes (PMDB -AP) a uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). A investigação da PF começou com uma emenda de R$ 4 milhões da deputada. A emenda foi apresentada em 2009 com objetivo de abastecer um programa de qualificação de profissionais de turismo sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). Ao todo, o programa teria recebido mais de R$ 15 milhões. Em pouco tempo de investigação a PF descobriu desvio de dinheiro e fraude na prestação de contas, entre outras irregularidades.
Procurada pelo GLOBO a deputada não foi localizada. Segundo uma de suas assessoras, a deputada está em atividade fora da agenda oficial. A assessoria confirmou autoria da emenda, mas não soube explicar os vínculos da parlamentar com o Ibrasi.
Cerca de 200 policiais participaram da operação. Além do secretário-executivo, foram presos o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, o ex-secretário executivo da pasta e ex-presidente da Embratur, Mário Moyses, e empresários, diretores do ministério e funcionários do Ibrasi. Moysés foi chefe de gabinete da hoje senadora Marta Suplicy (PT-SP), durante sua passagem pelo Turismo como ministra, em março de 2007. Ele também foi assessor de campanha da petista nas eleições municipais de 2008.



OPINIÃO do MEGAFONE OU BALA

Corrupção, corrupção, corrupção... NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS um ministério se desfez tão rápido e tão vergonhosamente quanto o de Dilma, antes do PT realmente o país não era tão corrupto, mas por que tantas demissões?

Na verdade era um desastre anunciado desde a escolha dos ministros... todos nós vimos que não houve critério tecnico na escolha, cada partido aliado tinha uma cota e poderia colocar nela quem bem entendesse, isso é uma VERGONHA em um país que quer crescer... sou defensor da maritocracia acima de tudo, infelizmente nesse "des"governo mérito está em último lugar.

Como se não bastasse um critério ridículo na escolha dos ministros, Dilma e Lula deixaram os ministérios ao Deus dará, sem fiscalização nenhuma da aplicação dos recursos, quando você não cuida de um filho de 3 anos de idade e ele faz alguma besteira a culpa é sua! se você coloca alguém desqualificado para chefiar um ministério e este alguém faz besteira, meu amigo, a culpa é SUA! por isso a culpa é de Dilma e Lula... 

Esperamos sinceramente que isso mude a partir de agora, mas é muito difícil, e eu sinto muito mas o Amazonas e o Brasil vão ficar longos 4 anos sofrendo por uma catástrofe anunciada.